EMEL vai ter oficina para gerir e manter as bicicletas GIRA em Marvila

Será entre os números 32A e 34A da Rua Fernando Maurício, nas lojas de um prédio habitacional de Marvila, que a EMEL irá montar um escritório e oficina para gerir e manter o sistema de bicicletas partilhadas da cidade de Lisboa, a GIRA.

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Fotografia de Rodrigo Cabrita/EMEL

Será entre os números 32A e 34A da Rua Fernando Maurício, nas lojas de um prédio habitacional de Marvila, que a EMEL irá montar um escritório e oficina para gerir e manter o sistema de bicicletas partilhadas da cidade de Lisboa, a GIRA.

De acordo com a memória descritiva do projecto, agora lançado para concurso público, o espaço terá uma área administrativa que poderá receber público e uma outra mais reservada; já a zona da oficina será aquela que ocupará a maior área e incluirá, entre outras coisas, uma área para entrada de reboque, uma percurso de testes de bicicletas e um armazém para, por exemplo, peças mecânicas e componentes eléctricos.

“O projecto prevê a construção numa área bruta de construção de 1.164,00 m2 e numa área útil interior antes da alteração de 983,00 m2”, lê-se no documento que o Lisboa Para Pessoas consultou na plataforma SaphetyGov (CP 1/21).

A construção deste escritório e oficina surge numa fase de transição para a GIRA. Lançado em 2017 por um consórcio de empresas, entre as quais a Órbita e a Siemens, sob gestão da EMEL, o sistema de bicicletas partilhadas de Lisboa passou por vários altos e baixos. Além dos sucessivos atrasos na conclusão da chamada primeira fase da GIRA (com 1410 bicicletas e 140 estações), deu-se também a falência da Órbita, fornecedora das bicicletas.

O sistema conta hoje com cerca de 600 bicicletas em circulação, deverá receber até Março mais 730, de um concurso público que teve como fornecedor o consórcio MEO/Soltráfego, e tem em curso um outro concurso para mais 1500 unidades. Às novas bicicletas, vão juntar-se novas estações: as próximas docas serão para a Baixa, Almirante de Reis, Olivais e Lumiar.


Actualização às 14h40 de 14 de Março de 2021: o concurso público foi suspenso “pois não foi apresentada nenhuma proposta”. “Apenas foram apresentadas 5 declarações, de interessados, onde quase a totalidade indica que o preço da proposta seria mais alto que o preço base estipulado exceto numa onde é referido não ter tido tempo suficiente para obter cotações para algumas atividades da empreitada.”

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