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Carris Metropolitana adiada para Janeiro. Para já, avança só em Almada, Seixal e Sesimbra

Afinal, a Carris Metropolitana só vai chegar à Margem Norte da AML a 1 de Janeiro do próximo ano. Área 3 avança no dia 1 de Julho, como previsto. Mas o lançamento será parcial nos concelhos de Almada Seixal e Sesimbra.

No próximo dia 1 de Julho, o serviço da Carris Metropolitana é alargado à Área 3, que corresponde aos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra, com mais frequências, horários, linhas novas e uma frota de autocarros renovada. Mas o lançamento será gradual. Na Margem Norte, a Carris Metropolitana será adiada para Janeiro de 2023.

Neste período de Verão, entrarão em funcionamento 111 linhas que comparam com as 88 actuais – mas, quando a Carris Metropolitana estiver em pleno na Área 3, deverão estar em funcionamento 149 linhas. Para já, circularão 339 viaturas, das quais 236 integralmente novas, diminuindo-se de forma muito significativa a idade da frota hoje em serviço. Entram também em funcionamento – e já no próximo dia 26 de junho – os cinco Espaços Navegante Carris Metropolitana, as lojas de apoio ao cliente, totalmente renovadas, onde se podem comprar bilhetes, carregar passes e realizar outras operações relevantes.

Os números da Área 3 da Carris Metropolitana
  • existirão 149 linhas, das quais 50 são linhas novas e 56 são linhas que já existem mas que vão ser reforçadas, totalizando-se mais de 310 percursos;
  • estão previstas nesta zona mais de 1,4 milhões de circulações/ano, correspondendo a 120 mil circulações/mês e a 4 mil/dia;
  • funcionamento 24 horas;
  • frota composta por mais de 330 autocarros, dos quais 290 serão novos. Existirão neste lote 11 modelos de autocarros diferentes a circular;
  • vão existir mais de 2000 paragens e 50 painéis digitais de informação ao público.

Área 4 reforçada a 1 de Julho

Também no dia 1 de Julho aumenta o serviço rodoviário da Área 4, que corresponde aos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, uma vez que o nível de serviço que se encontra a ser prestado ainda é inferior ao definido contratualmente na Carris Metropolitana.

A TML, responsável pela Carris Metropolitana, diz que, para além de uma frota de autocarros totalmente nova, na Área 4 os horários, frequências e linhas hoje em funcionamento já são superiores ao que eram praticados (antes de 1 de Junho), registando-se níveis de procura acima do anteriormente verificado, em alguns eixos intermunicipais.

Margem Norte adiada

Na Área 1, que corresponde aos concelhos de Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Sintra, e na Área 2, que corresponde aos concelhos de Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, a entrada em funcionamento é adiada para dia 1 de Janeiro de 2023, uma vez que não estão garantidas as condições consideradas essenciais para a entrada em funcionamento do novo serviço, por razões da responsabilidade dos operadores prestadores de serviço nas Áreas 1 e 2.

A falta de um número bastante significativo de viaturas novas, a inexatidão nas datas da sua disponibilidade e a adequação dos sistemas de informação necessários à prestação do serviço de acordo com os requisitos do caderno de encargos e dos contratos firmados para as Áreas 1 e 2 são, entre algumas outras, as razões principais identificadas para que se considere que o serviço não está em condições de ser colocado em prática.

Nas Áreas 1 e 2, e até a entrada em funcionamento da Carris Metropolitana (a 1 de Janeiro de 2023), a operação de transportes rodoviários decorrerá nas condições normais e habituais como até aqui.

Os quatro operadores responsáveis pela operação da Carris Metropolitana nas quatro Áreas geográficas, são contratualmente responsáveis pela adequação da operação rodoviária aos níveis de serviço que foram exigidos em caderno de encargos (i.e. renovação de frota e aumento significativo de oferta, entre outros) e por informar em momentos previamente definidos, eventuais factos que possam ser impeditivos para a entrada em operação nas datas previstas contratualmente, o que não se tem verificado com a antecedência necessária para a tomada de decisão, refere a TML.

A TML em estreita articulação com todas as Câmaras Municipais, tem desenvolvido todos os esforços para que este processo decorra com o menor número de perturbações possíveis junto das populações e para que a operação da Carris Metropolitana seja uma realidade verdadeiramente disruptiva da qualidade do serviço rodoviário que é praticado actualmente na área metropolitana de Lisboa (AML).