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Cinco ilustrações inspiram a requalificação de espaços públicos em Almada

A população ajudou a Câmara de Almada a escolher os cinco locais para revitalização no âmbito do programa “O Meu Bairro”. Enquanto se aguardam os projectos detalhados de cada intervenção, é possível começar a imaginar o futuro desses espaços com cinco ilustrações.

Os cinco locais seleccionados para requalificação no âmbito da iniciativa O Meu Bairro (fotografia LPP)

Requalificar espaços públicos degradados em cada uma das cinco freguesias de Almada é o grande objectivo do programa municipal O Meu Bairro, que está a ser desenvolvido em conjunto com a população. Lançado em Março, este programa arrancou com cinco sessões participativas e com uma votação online que permitiu seleccionar cinco espaços a intervencionar.

“Após uma votação intensa e participada por parte da comunidade, estes locais destacaram-se pelo seu potencial de (re)qualificação, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do ambiente urbano do seu bairro”, aponta a Câmara de Almada, que refere ainda que a iniciativa O Meu Bairro tem três grandes objectivos: “privilegiar o lazer, o acesso à arte, a interacção social e as relações de comunidade; criar condições para a mobilidade activa, o recreio e a prática de exercício físico; aumentar a presença dos espaços verdes e da arborização na cidade e no seu bairro”.

Nesta primeira edição do programa O Meu Bairro vai ser promovida requalificação de cinco espaços públicos, dos dez pré-selecionados, distribuídos pelo território municipal. Foi com a votação das pessoas que foram seleccionados esses cinco espaços. De acordo com a autarquia, foram registados 1773 votos. A União de Freguesias de Charneca e Sobreda foi a mais votada com 740 votos, seguindo-se a do Laranjeiro e Feijó com 533 votos, depois a Freguesia da Costa da Caparica com 274 votos e, finalmente as Uniões de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas e da Caparica e Trafaria com 118 votos e 108 votos, respectivamente.

Feita esta selecção cinco locais, serão apresentadas ao público as propostas de intervenção onde a comunidade poderá partilhar, novamente, as suas ideias e opiniões, contribuindo para a fase de realização do projeto de (re)qualificação de espaço público. Depois de concluído o projecto de execução e o processo de lançamento da empreitada, segue-se a execução da obra. Após a sua conclusão, a população terá cinco novos espaços públicos no concelho para deles usufruir e será envolvida também nesta fase, uma vez que a ideia é que as pessoas possam, num espírito de cooperação, contribuir também para as prosperidade das novas praças e largos.

Para ajudar a população a reimaginar as futuras intervenções, a Câmara de Almada convidou o ilustrador João Catarino a esboçar algumas ideias. Fica a conhecer os cinco espaços públicos que serão requalificados e como poderão ficar no futuro:

Caparica e Trafaria

Ilustração de João Catarino

Largo Manuel de Arriaga, Trafaria

Enquadramento: espaço localizado no Núcleo Histórico e na Área de Reabilitação Urbana (ARU) da Trafaria. Na sua envolvente existem diversos edifícios já reabilitados no âmbito deste programa. A partir do Largo Manuel de Arriaga tem-se acesso ao Mercado Municipal (cargas e descargas), Capela Mortuária da vila da Trafaria e Centro Paroquial de S. Pedro.

Diagnóstico: área muito central na vila da Trafaria, pavimentada em calçada de vidraço. Ergue-se, no início do Largo Manuel de Arriaga, o Chafariz da Trafaria, datado de 1948, enquadrado por dois canteiros retangulares arborizados. O Largo apresenta estacionamento abusivo ocupando os passeios, não encontrando assegurada a acessibilidade universal; o Chafariz encontra-se em mau estado de conservação.

Ideia: melhorar a imagem urbana consolidando-se a autenticidade do lugar. Com a proposta de reorganização da estrutura viária neste Largo pretende-se enquadrar e valorizar o Chafariz da Trafaria (após a sua recuperação) com uma praça arborizada, reforçando a estrutura verde e prevendo-se áreas de estadia que promovam as vivências de proximidade. Para a requalificação deste espaço público além de garantir a acessibilidade universal pretende-se ainda a renovação do mobiliário urbano, como forma de incentivo ao lazer.

Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

Ilustração de João Catarino

Rua Quinta da Horta/Rua Marquesa de Alorna, Pragal

Enquadramento: espaço intersticial localizado em área urbana consolidada, a sul do complexo desportivo “Almada Atlético Clube” e adjacente às instalações da “AIPICA”. Espaço marcado pelo acentuado declive do terreno, onde se implantaram edifícios em patamares a cotas muito distintas, servidos por arruamentos com pouco estacionamento formal.

Diagnóstico: espaço localizado no interior de quarteirão urbano, com acesso pedonal por diversos arruamentos, dificultado por estacionamento abusivo. Desenvolve-se em encosta virada a sul, com grande diferença de cotas entre o topo norte e o topo sul. A meia encosta encontra-se um campo polidesportivo degradado e desativado. Os taludes que o circundam encontram-se estabilizados com plantações bem desenvolvidas. Alguns dos exemplares arbóreos encontram-se com bom desenvolvimento vegetativo compatível com a espécie e que serão de preservar. Existem ainda zonas pedonais inacabadas e com reduzida ligação aos edifícios habitacionais.

Ideia: melhorar a acessibilidade universal para promoção da interação social e do ambiente urbano, através do reforço da estrutura verde, novo mobiliário urbano e a reconversão do polidesportivo em praça de estadia.

Charneca de Caparica e Sobreda

Ilustração de João Catarino

Rua Vitor Péon, Sobreda

Enquadramento: espaço localizado no interior de quarteirão em “U” construído na década de 1970 e adjacente à Escola Básica Elias Garcia. Nos espaços públicos a nascente, encontram-se implantados um parque infantil e o “Campo de Basquete da Sobreda”. Os arruamentos encontram-se pouco formalizados e sem remates. Os percursos pedonais ocorrem informalmente, sem qualquer tratamento.

Diagnóstico: área de dimensões generosas, com diferenças altimétricas consideráveis que resultam na existência de extensas zonas de talude. Espaço público degradado, com percursos em terra batida e restos de obra. Estacionamento automóvel abusivo e desordenado ocupando zonas de circulação pedonal. Alguns exemplares arbóreos apresentam bom desenvolvimento vegetativo compatível com a espécie, a preservar. Zonas pedonais inacabadas, dificultando o acesso aos edifícios habitacionais.

Ideia: criação de um espaço de estadia vocacionado para a interação social, que promova o reforço da identidade e imagem do bairro, formalizando-se assim o “Jardim Vitor Péon” (desenhador de Banda Desenhada). Pretende-se regrar o estacionamento e a circulação automóvel, criar novas zonas de estadia, reorganizar e reforçar a estrutura verde existente com plantação de novo material vegetal e estabilização de taludes. Em todo o espaço será garantida a acessibilidade universal.

Costa da Caparica

Ilustração de João Catarino

Rua Mestre Salvador Catita/Rua Mestre Adrião, Costa da Caparica

Enquadramento: arruamentos localizadas no primeiro Bairro dos Pescadores da Costa da Caparica. Uso essencialmente residencial com pequenos edifícios em alvenaria, que são a evolução dos antigos “palheiros” originais de madeira, apresentando-se o espaço da rua, na sua vertente pedonal, como local de convívio.

Diagnóstico: área muito central e parcialmente pedonal, com grande importância histórica para a comunidade piscatória da Costa da Caparica. Apresenta-se, nos dias de hoje, como um local com relevância turística. Na Rua Mestre Salvador Catita (Rua 14), os pavimentos pedonais encontram-se em mau estado de conservação, ocorrendo estacionamento abusivo no seu troço viário. A Rua Mestre Adrião (Rua 15), totalmente pedonal, é a mais colorida e autêntica da Costa da Caparica, apresentando pinturas no chão realizadas pelos moradores, com quadras alusivas à praia e à pesca, marca identitária que importa preservar e apoiar.

Ideia: reforço da identidade, consolidando a simplicidade e autenticidade deste lugar. Pretende-se melhorar e potenciar a imagem urbana destes arruamentos, apoiando iniciativas como “Pinturas na Rua 15” e alargando o conceito à denominada Rua 14, promovendo a Arte Urbana através da iniciativa “Pintura na rua 14”, a realizar com a colaboração de moradores e artistas locais. Propõe-se ainda a instalação de mobiliário urbano móvel que possibilite a instalação de vegetação, incentive o lazer e potencie a interação social e o espírito comunitário.

Laranjeiro e Feijó

Ilustração de João Catarino

Praceta Oliveira Martins, Feijó

Enquadramento: área expectante acessível através da Praceta de Oliveira Martins, localiza-se no tardoz da Igreja Paroquial de São José Operário e do Centro Comunitário. O espaço, pontuado por pinheiros mansos de grande porte, consiste numa plataforma aplanada, rodeada por taludes declivosos que descem até ao Complexo Municipal dos Desportos.

Diagnóstico: o espaço encontra-se totalmente permeável, nunca tendo sido alvo de tratamento ou utilização pré-definida, verificando-se algum sentimento de insegurança na sua utilização. Existem alguns caminhos pedonais informais resultantes da utilização de percursos de atravessamento. Espaço naturalizado com exemplares de árvores autóctones em bom estado fitossanitário, com presença incipiente dos estratos arbustivo e herbáceo.

Ideia: criar um espaço seguro e funcional, facilmente utilizável e percorrível, através do ordenamento da rede de caminhos pedonais e do remate viário na ligação à Praceta de Oliveira Martins. Será criado um parque/circuito desportivo, com a instalação de aparelhos de fitness, em complemento dos equipamentos existentes na envolvente. Pretende-se igualmente a criação de zonas de estadia e lazer para contemplação das vistas desafogadas e a instalação de um parque canino. Deverão ser preservados os exemplares arbóreos relevantes e ser reforçada a restante estrutura verde.

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