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CP fecha maior compra de sempre de comboios

Dos 117 comboios que a CP está a comprar, 34 serão para renovar a Linha de Cascais e outros 12 para reforçar a Linha de Sintra.

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Dos 117 comboios que a CP está a comprar, 34 serão para renovar a Linha de Cascais e outros 12 para reforçar a Linha de Sintra.

A CP vai ter novos comboios em Cascais e em Sintra (fotografia LPP)

A CP e o consórcio Alstom/DST assinaram, a 15 de Outubro, o contrato para aquisição de 117 comboios, a maior compra de sempre da transportadora, no valor de 746 milhões de euros. O concurso público tinha ficado fechado em Novembro de 2023, mas depois vieram impugnações judiciais que empataram a compra dos novos comboios durante dois anos.

A CP vai receber um total de 117 automotoras eléctricas: 62 comboios para serviço urbano, e 55 para o serviço regional. Das 62 automotoras eléctricas urbanas, 34 serão para a Linha de Cascais, quatro para a Linha do Sado, 12 para reforçar a Linha de Sintra, e 12 para reforços no Porto. Já as 55 automotoras regionais serão para substituir aos comboios de cabeça amarela (série 2240) que actualmente prestam este serviço, por exemplo, entre Lisboa e Tomar.

A maior compra de sempre de comboios pela CP foi preparada e lançada pelo Ministério das Infraestruturas de Pedro Nuno Santos. O primeiro plano da CP previa apenas a renovação da frota na Linha de Cascais com 30 novas automotoras e um reforço da frota regional com 22 automotoras, mas a equipa de Pedro Nuno Santos deu ambição. O concurso para a aquisição de 117 comboios foi lançado em Dezembro de 2021 e a adjudicação aconteceu dois anos depois, em Dezembro de 2023. Mas o processo ficou parado nestes últimos dois anos fruto de impugnações judiciais que só ficaram resolvidas em Agosto passado.

O Ministério das Infraestruturas agora de Miguel Pinto Luz já decidiu autorizar a CP a comprar mais 36 comboios, uma opção que estava no contrato que foi a concurso. Estes 36 comboios a mais permitirão reforçar o serviço urbano em linhas como a de Cascais ou a de Cintura de Lisboa. “Ao mandatar a CP para acionar de imediato a opção de compra de mais 36 comboios, o Governo pretende, por um lado, recuperar o tempo associado à litigância judicial interposta pelos concorrentes e, por outro, tomar medidas que permitam acelerar a modernização da frota da CP, com vista ao cumprimento das obrigações de serviço público”, refere o Ministério de Pinto Luz em comunicado.

Está prevista a instalação de uma fábrica de comboios em Matosinhos, o que pode significar 300 postos de trabalho directos e 1 500 indirectos. Isto porque o caderno de encargos da maior compra de comboios de sempre foi preparado para “beneficiar as propostas que tivessem um projecto industrial associado”, isto é, que construíssem os comboios em Portugal. E “todas as propostas apresentadas deram resposta a esse critério”, indica Frederico Francisco, da equipa do anterior Ministério das Infraestruturas.

Segundo o mesmo responsável, a CP vai precisar, entre 2030 e 2040, de continuar a comprar comboios. Apenas para substituição do material circulante existente, serão precisas 68 automotoras elétricas urbanas, 10 comboios de alta velocidade, e ainda cerca de 20 locomotivas eléctricas e de 140 carruagens para o serviço Intercidades. “Portanto, até 2040, Portugal precisa de, pelo menos, 2000 M€ em novos comboios. Com este concurso dos 117 comboios, conseguimos atrair uma fábrica para Portugal. O material circulante de que precisamos nos próximos 15 anos será mais do que suficiente para a manter aberta”, diz.

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