A solidariedade pode ganhar forma de muitas maneiras, seja no gesto de cada pessoa ou pelo trabalho das instituições. Lutam para que a comunidade seja mais forte perante os obstáculos. Fomos conhecer essa luta em dois bairros da área metropolitana: no bairro do Armador, em Lisboa, e na Cova da Moura, na Amadora.

O entusiasmo de Rodrigo Morais ao vivo é discreto quando comparado com o testemunho da mãe. “Quando a Maria João disse que iam pintar os bancos, disse ‘Olha, Rodrigo, se calhar vão pintar os bancos que o pai também pintou’”, descreve Ana Moreno, que recorda que ele “foi todo entusiasmado pintar os bancos”. Mas ao microfone do LPP, Rodrigo, de 13 anos, foi mais contido:
- Gonçalo: Já ouvi dizer (da história). Queres contar?
- Rodrigo: Não, não quero.
- Gonçalo: Mas então… lembras-te de em miúdo vir aqui algumas vezes?
- Rodrigo: Sim, tinha fotos aqui.
Existem as imagens, as recordações da mãe e a vontade do pai de trabalhar pelo bairro do Armador, em Lisboa. Ele trabalhava na Gebalis, empresa municipal de habitação de Lisboa, quando interveio num dos cantos deste bairro na freguesia de Marvila. Rodeado de terrenos sem construções, escasseiam bancos para sentar no bairro, sendo esta uma das poucas zonas em que isso é possível – embora com poucas sombras.




