Greve Geral. Que serviços mínimos existem nos transportes?

A mobilidade na região metropolitana de Lisboa vai ser mais complicada em dia de Greve Geral. Esperam-se perturbações nos transportes públicos, mas há serviços mínimos assegurados e também serviços que não devem falhar.

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A mobilidade na região metropolitana de Lisboa vai ser mais complicada em dia de Greve Geral. Esperam-se perturbações nos transportes públicos, mas há serviços mínimos assegurados e também serviços que não devem falhar.

Transporte fluvial em Cacilhas (fotografia LPP)

A Greve Geral desta quinta-feira, 11 de Dezembro, é a primeira em mais de uma década e promete paralisar o país, em particular os serviços públicos. E os transportes públicos na região metropolitana de Lisboa também serão afectados. Estão previstos serviços mínimos, decretados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES).

Fica a saber quais e onde.

Comboio

  • foram definidos serviços mínimos para a CP, que opera a vasta maioria dos comboios urbanos de Lisboa, e para a Infraestruturas de Portugal (IP), que gere a infraestrutura ferroviária onde esses comboios circulam;
  • na CP, está assegurada a circulação de vários comboios urbanos em Lisboa, bem como alguns de comboios regionais e de longo curso. Os serviços mínimos previstos na CP podem ser consultados aqui. A transportadora está a prever “perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte”, mas avisa que “para além dos serviços mínimos indicados, poderão realizar-se outros serviços”.
  • a Fertagus prevê operar os comboios dentro dos serviços mínimos da IP, uma vez que depende, tal como a CP, desta para o seu funcionamento. Segundo a empresa, haverá “serviços mínimos na ordem dos 25%” para “garantir, na medida do possível, a continuidade das atividades essenciais durante o período de paralisação”. Os serviços mínimos da Fertagus podem ser consultados aqui.

Podes ler a decisão dos serviços mínimos aqui.

Autocarros

  • para a Carris, em Lisboa, foi decretado o funcionamento o serviço de transporte para cidadãos com mobilidade reduzida, bem como 12 carreiras, “mantendo a sua distribuição proporcional conforme os momentos do dia com maior e menor procura, tomando por referência a frequência horária prevista em cada carreira num dia normal de semana”. As carreiras são 703 (129 viagens), 708 (115 viagens), 717 (162 viagens), 726 (128 viagens), 735 (162 viagens), 736 (165 viagens), 738 (85 viagens), 751 (165 viagens), 755 (128 viagens), 758 (182 viagens), 760 (120 viagens) e 767 (160 viagens);
  • nos TCB, no Barreiro, “estão previstas perturbações significativas no regular funcionamento das carreiras”, informou em comunicado a Câmara Municipal do Barreiro, que gere esta operação rodoviária. “A informação sobre a greve será divulgada nos canais habituais e afixada nas paragens (onde for possível afixar a informação)”, indica ainda a autarquia. Não existem serviços mínimos decretados;
  • na MobiCascais e na Carris Metropolitana, são operações assentes em concessões a empresas privadas, pelo que o serviço deverá estar assegurado de acordo com a adesão dos trabalhadores à greve. Não há serviços mínimos decretados, mas poderão existir perturbações e circulações suspensas.

Podes ler a decisão dos serviços mínimos aqui.

Barco

Transporte fluvial em Cacilhas (fotografia LPP)
  • na Transtejo/Soflusa deverão ser realizadas 25% das carreiras nos períodos entre as 6 horas e as 9h30 e das 18h30 às 20 horas. Ou seja, conta com barcos nas horas de ponta. Podes ver os serviços concretos que estão previstos aqui.

Podes ler a decisão dos serviços mínimos aqui.

Metro

  • para o Metro de Lisboa, não foram decretados serviços mínimos, uma vez que o tribunal decidiu por unanimidade, “não fixar serviços mínimos em matéria de circulação de composições”. No entanto, a empresa decidiu recorrer da decisão dado o “papel estruturante que desempenha na mobilidade da área metropolitana de Lisboa” e o “impacto particularmente gravoso” que essa decisão “representa para a satisfação das necessidades impreteríveis de mobilidade dos cidadãos”. Não existem ainda novidades, pelo que, à data e hora deste artigo, o Metro de Lisboa estará fechado esta quinta-feira;
  • no Metro Sul do Tejo, operação que assenta num prestador privado, não estão previstos serviços mínimos. A empresa avisa que “poderão ocorrer perturbações no serviço de transporte a partir das 17h00 do dia 10 até às 2h00 de dia 12”.

Podes ler a decisão dos serviços mínimos aqui.

Bicicleta

  • a GIRA não vai parar no dia de Greve Geral, mas pode haver menos reposição nas estações;
  • também as trotinetas privadas dos operadores Lime, Bolt e Bird estarão operacionais. Recorde-se que os residentes em Lisboa com passe Navegante activo têm 10 minutos grátis por viagem neste serviço, até um total de 200 minutos por mês.
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