A oferta desportiva das coletividades evoluiu, tal como o entretenimento à nossa disposição. Muitas organizações já fizeram esse caminho, defende a responsável do programa Desporto Para Todos, do IPDJ. Mas para as restantes “o caminho vai ser de renovação”.

“Um clube precisa de receita”, é desta forma que Carla Ribeiro olha para a necessidade de mudança das coletividades que oferecem desporto. Ser gratuito “não é sustentável”, embora defenda os baixos custos que praticam. Nesta entrevista ao LPP, Carla Ribeiro sugere que um dos caminhos para o desporto juvenil é diversificar a oferta, que seja “mais adequada” e “não tão tradicional”.
Depois de mais de dez anos a liderar a divisão de desporto da Câmara Municipal de Oeiras, assumiu há dois anos o programa “Desporto para Todos”, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que procura promover a prática desportiva e a atividade física da população.
Os clubes locais continuam a ser relevantes na promoção do desporto, e conseguiram acompanhar os tempos e as formas de entretenimento das pessoas?
Claro que sim. O associativismo desportivo é a base do desporto e já não é aquele desporto que nós pensávamos, o de competição, dos clubes para os miúdos. Hoje em dia, os clubes são cada vez mais para a comunidade, com muita oferta, e portanto permitem que perto de casa tenhamos muitas opções. Às vezes não temos uma piscina ou um campo, mas há um clube que pode oferecer essa atividade, e é a proximidade e o conhecimento da comunidade que têm que os torna quase que imprescindíveis.





