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Pode a construção modular ser solução para a crise da habitação?

As paredes, o chão e até divisões interiores, como casas-de-banho, chegam em peças ao estaleiro da obra e aí são montadas como ‘legos’. Em poucos dias, é possível ter um edifício de vários pisos de pé e avançar para os acabamentos. A construção modular está a acelerar a construção de habitação na região de Lisboa. Entrámos numa destas obras para perceber melhor este sistema construtivo.

As paredes, o chão e até divisões interiores, como casas-de-banho, chegam em peças ao estaleiro da obra e aí são montadas como ‘legos’. Em poucos dias, é possível ter um edifício de vários pisos de pé e avançar para os acabamentos. A construção modular está a acelerar a construção de habitação na região de Lisboa. Entrámos numa destas obras para perceber melhor este sistema construtivo.

Em Cerrado da Mira, na Amadora, está a usar-se construção modular para aumentar a oferta de habitação acessível (fotografia cortesia de CASAIS)

Junto à estação de comboios de Benfica, em Lisboa, uma residência de estudantes com 120 camas, lavandaria, cozinha e sala de estar comum foi construída em apenas um ano. Este prazo curto deveu-se, em parte, ao recurso à construção modular: as paredes e os pisos do edifício foram produzidos em fábrica e transportados até ao local da obra, onde foram montados como peças de lego. Os módulos chegaram ao estaleiro com janelas e outros elementos incorporados, e foram levantados sequencialmente, com uma grua, e encaixados uns nos outros, dando forma e corpo ao edifício. A obra, que esteve a cargo da Junta de Freguesia de Benfica e custou cerca de quatro milhões de euros, permitiu criar em pouco tempo uma resposta habitacional para estudantes perto de um dos pólos do Politécnico de Lisboa.

A freguesia de Benfica tem apostado na construção modular para aumentar a oferta de habitação a custos controlados e aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que terminam no final de 2026. O tempo é escasso e a procura é muita, não se cingindo aos estudantes. Ao lado da residência de estudantes, também perto da linha de comboio, começou a ser construído um edifício de habitação com 50 apartamentos de renda acessível com tipologias entre T1 e T3. E nas traseiras do número 80 da Avenida Gomes Pereira, outro com 18 apartamentos entre T0 e T2. Estes dois edifícios estão a ser igualmente financiados pelo PRR, num investimento total de aproximadamente nove milhões de euros.

Mas não é só em Benfica que a construção modular está a ser usada para acelerar a construção de habitação pública para o mercado de arrendamento acessível. Ali bem perto, na Amadora, mais concretamente em Cerrado da Mira, freguesia de Mina d’Água, estão a nascer 48 casas de renda acessível, integradas num edifício de construção modular. O investimento de cerca de sete milhões de euros, apoiado também pelo PRR, encontra-se previsto na Estratégia Local de Habitação do município, onde se reconhece que a construção modular permite “um maior controlo de recursos e materiais, menor desperdício, produção mais rápida e uma menor mobilização de recursos”.

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