Podemos nadar no rio Tejo? De um lado dizem que sim, do outro fica a incerteza. Andámos entre as praias não oficiais de Lisboa e as vigiadas do Seixal e ainda fizemos uma visita ao Splash.

Entre a zona do Braço de Prata e o Cais das Colunas há pedaços de areia que convencem alguns veraneantes a experimentar a praia dentro da cidade. Mas por sua conta e risco, enquanto que do outro lado do Tejo há vigilância nas praias fluviais e muitas pessoas a fazer uso dos areais e da água mais junto a casa. O LPP andou a pé, de bicicleta e de barco num quente dia de Agosto e fez uma espécie de jogo “encontre a diferença”. Pelo caminho, entrou no Splash, um parque aquático de insufláveis que refresca o Seixal nos meses de Verão.
Em 1989, Marcelo Rebelo de Sousa, então candidato à Câmara Municipal de Lisboa, deu um mergulho no rio Tejo. Não ganhou o Município, mas ganhou uma hepatite B. É uma história que sobrevive na memória colectiva do país, em particular na dos lisboetas que mais de três décadas depois resistem a meter o pé na água que banha a cidade. O certo é que a relação com o Tejo tem tido os seus altos e baixos. Já existiram praias fluviais na cidade, mas Rebelo de Sousa quis mergulhar numa altura em que as águas eram, de facto, bastante poluídas, devido a descargas dos esgotos das cidades que com elas fazem fronteira. No entanto, foi mais ou menos por altura do famoso mergulho que as coisas começaram a melhorar, com a inauguração de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETARs) em Alcântara, Beirolas e Chelas, enumerando apenas as do concelho de Lisboa. Mas, apesar de terem sido construídos acessos aos pequeníssimos areais de Lisboa, não há qualquer tipo de recomendação oficial sobre as águas que banham a cidade.





