Transportes em 2026: o que aumenta e o que não

Mantendo a tendência dos anos anteriores, os passes Navegante vão manter o preço em 2026, mas os transportes públicos aumentam para quem os usa ocasionalmente.

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Mantendo a tendência dos anos anteriores, os passes Navegante vão manter o preço em 2026, mas os transportes públicos aumentam para quem os usa ocasionalmente.

Linha de Cascais (fotografia LPP)

O preço dos passes Navegante vai manter-se inalterado em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, mas os bilhetes ocasionais nos vários meios de transporte vão aumentar até 2,28%. Esta foi a taxa de actualização tarifária definida pelo regulador, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Assim, quem for utilizador frequente dos transportes públicos continuará a pagar 40 € pelo passe Navegante Metropolitano, que permite viajar de forma ilimitada em todos os transportes públicos da região, e 30 € pelo passe Navegante Municipal, que possibilita essas viagens ilimitadas dentro de um município à escolha. O passe Navegante vai continuar gratuito para jovens até aos 23 anos e a custar 20 € para pessoas com mais de 65 anos.

O passe Navegante dá acesso a alguns serviços adicionais, como estacionamento automóvel gratuito em Parques Navegante na cidade de Lisboa, acesso à rede de Biciparks da EMEL, ou ainda às bicicletas GIRA e a trotinetas, neste caso para quem for residente fiscal no concelho de Lisboa.

Para a Área Metropolitana de Lisboa, a manutenção do preço dos passes Navegante reflecte uma política“orientada para o reforço do transporte público e promoção de uma mobilidade mais sustentável”. “Em 2019 registavam-se cerca de 6 milhões de passes carregados; em 2024 o valor ultrapassou os 11 milhões, um crescimento de 75%. Em 2025, a procura já supera os anos anteriores (cerca de 12 milhões), demonstrando que o transporte público voltou a ocupar um lugar central nas escolhas de mobilidade da população”, refere este órgão.

A decisão de manter congelados os passes Navegante foi tomada, por unanimidade, na reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, que decorreu na sede da Área Metropolitana de Lisboa no passado dia 18 de Dezembro.

Transportes aumentam para quem os usa ocasionalmente

Todos os anos, a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) define uma taxa de actualização tarifária, regulando os aumentos que as empresas e autoridades locais de transporte podem fazer na bilhética em vigor. Esta taxa acompanha, de forma geral, a inflacção e foi fixada em 2,28%.

Os vários operadores têm anunciado os aumentos que irão fazer. No caso da Carris, a tarifa de bordo sobe de 2,20 € para 2,30 € e um bilhete comprado antecipadamente, que permite viajar na Carris durante uma hora e no Metro de Lisboa, passa a custar 1,90 € (mais cinco cêntimos). Já viajar com zapping na Carris e no Metro passa a custar 1,72 € (mais seis cêntimos).

O Metro de Lisboa decidiu encarecer as viagens pagas por contactless face à compra de bilhete. Se antes comprar um bilhete ou encostar o cartão bancário tinha o mesmo custo, agora quem adquire uma viagem na máquina paga 1,90 €, enquanto quem usa cartão bancário ou telemóvel passa a pagar 1,92 €, mais dois cêntimos. Na Carris, o contactless continua a estar associado à tarifa de bordo, ou seja, quem encosta paga 2,30 € em vez de 1,90 €.

Na CP, o zapping passa a custar 2,05 € (mais cinco cêntimos); já as viagens pré-compradas passam a custar entre 1,50 € (mais cinco cêntimos) e 3,90 € (mais 10 cêntimos), dependendo se são feitas numa zona ou em oito zonas. Por seu lado, o bilhete 24 horas que dá acesso ilimitado à Carris, Metro de Lisboa e CP passa a custar 11,40 € (mais 40 cêntimos). Na Fertagus, uma viagem entre Lisboa e Setúbal passa a custar 5,70 € (mais 20 cêntimos), entre Lisboa e Coina 4,30 € (mais 15 cêntimos), e entre Lisboa e o Pragal 2,60 € (mais 10 cêntimos).

Actualizações na Fertagus (DR)

A Carris Metropolitana vai manter o valor das viagens utilizando o zapping, mas aumentar as tarifas de bordo, que passam a custar entre 1,30 € (mais cinco cêntimos) e 4,65 € (mais 15 cêntimos), dependendo da tipologia da linha. A tarifa de bordo aplica-se também ao contactless. Mas quem carregar o cartão com zapping e passá-lo no validador vai continuar a pagar entre 0,85 € e 3,10 €.

As novas tarifas de bordo da Carris Metropolitana (DR)

No transporte fluvial operado pela TTSL, os bilhetes aumentam cinco cêntimos na maioria das ligações: passam a custar 1,50 € na ligação Trafaria/Porto Brandão; 1,60 € na ligação de Cacilhas; 2,85 € no Seixal e 3,25 € no Montijo. Na ligação do Barreiro, o aumento é mais expressivo, de 10 cêntimos, passando para 2,95 €. Estas tarifas aplicam-se a bilhetes pré-comprados mas também ao zapping. O bilhete diário que permite viagens ilimitadas na Carris, Metro de Lisboa e na ligação fluvial de Cacilhas passa a custar 10,35 € (mais 35 cêntimos).

Nos TCBarreiro, na MobiCascais e no Metro Sul do Tejo não há notícia de aumentos dos bilhetes ocasionais em 2026.

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