Envelhecer bem, envelhecer melhor

Portugal está a ficar mais velho – mas estaremos preparados para envelhecer bem? Em Pegões, no Montijo, uma cooperativa de pessoas em idade de reforma ou pré-reforma e um atelier de arquitectura estão a desenhar uma alternativa aos lares tradicionais, onde envelhecer pode ser sinónimo de uma vida com qualidade, autonomia e conforto.

Portugal está a ficar mais velho – mas estaremos preparados para envelhecer bem? Em Pegões, no Montijo, uma cooperativa de pessoas em idade de reforma ou pré-reforma e um atelier de arquitectura estão a desenhar uma alternativa aos lares tradicionais, onde envelhecer pode ser sinónimo de uma vida com qualidade, autonomia e conforto.

A cooperativa e o Atelier Peninsular trabalharam no projecto em conjunto (fotografia de Bárbara Monteiro)

Cerca de 24,3% da população portuguesa tem 65 anos ou mais, tornando-se uma das populações mais envelhecidas da União Europeia. Com a baixa natalidade e o aumento da longevidade, Portugal terá menos população total e mais idosos nas próximas décadas. Estará o país preparado para envelhecer bem, com saúde física e mental? A pergunta é lançada por Emanuel Diogo: “Vamos viver muito mais tempo, mas vamos viver com qualidade de vida? Este é um problema que ninguém está a discutir.”

Emanuel é arquitecto, co-fundador do Atelier Peninsular, e acredita que a sua profissão também pode contribuir para o envelhecimento activo, ajudando a “amenizar ou adiar doenças como o Alzheimer e a viver com mais qualidade durante mais tempo”. “Entrei para arquitectura porque pensei que podia mudar a vida das pessoas, já que não entrei em medicina”, brinca.

Actualmente, tem estado a trabalhar num projecto de habitação cooperativa em Pegões, no Montijo. O cliente é uma cooperativa formada por meia centena de pessoas que se juntaram para construir um espaço comum para a fase final das suas vidas. Um edifício onde cada um possa ter a sua habitação, com a sua privacidade, liberdade e independência, mas onde as áreas comuns de convívio, uma valência de fisioterapia e o contacto com a Natureza assumem especial importância. “Espero que este projecto venha a ser realizado para provar que há outros modos de pensar como podemos envelhecer”, assinala.

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