A associação Regador junta-se ao Manicómio para organizar novas atividades que promovem o bem-estar e a saúde mental na Horta do Alto da Eira, na Penha de França. A agenda promete grupos terapêuticos, oficinas artísticas e refeições coletivas.

Falar da Horta do Alto da Eira não é falar apenas de plantar couves e alfaces. Falar deste projeto, dinamizado pela associação Regador, é falar também de integração, aprendizagem, comunidade, qualidade de vida e bem-estar. “Queremos provar aquilo que temos sentido ao longo destes anos: que estarmos juntos e fazermos coisas num ambiente ao ar livre melhora, realmente, o nosso bem-estar”, acredita Maria Freitas, uma das fundadoras da Regador. Foi por isso que, no ano passado, a associação contactou o Manicómio – hub de criação artística que cruza arte e saúde mental – para, em conjunto, desenvolverem atividades que promovam o bem-estar, a saúde mental e a integração social em Lisboa, como oficinas artísticas, grupos de bordado ou de terapia, e refeições coletivas. Um financiamento BIP/ZIP, programa da Câmara de Lisboa que apoia projetos sociais em determinados territórios da cidade, consolidou essa relação.
A Regador foi criada em 2020 e, desde então, a Horta do Alto da Eira, na Penha de França, tem vindo a tornar-se um verdadeiro ponto de encontro. Além da horta propriamente dita, onde qualquer pessoa pode plantar ou colher legumes, o espaço é palco de uma agenda cultural diversificada, que inclui oficinas, programas para crianças e até um coro, com cerca de 30 pessoas, que se reúne todas as segundas-feiras. Às quartas e aos sábados de manhã, a porta ou, neste caso, o portão de madeira está aberto à comunidade, que se junta para partilhar histórias, experiências e recursos.
Esta reportagem está disponível exclusivamente na 6ª edição do Jornal LPP. Compra aqui em papel ou PDF, e apoia o jornalismo da tua cidade/região.





