Numa conversa sobre a área metropolitana de Lisboa, o geógrafo Jorge Malheiros fala-nos de centros e periferias, de envelhecimento, de planeamento urbano e de populismos. Mais do que em medidas-chavão, acredita em soluções estruturais que aproximem as cidades de todos.

A área metropolitana de Lisboa une 18 concelhos, nove em cada margem do Tejo. Há grandes diferenças entre as margens, mas também outras que podem passar despercebidas. Foi para olharmos para este território – e não só – que nos encontrámos com Jorge Malheiros, geógrafo e professor no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, onde coordena o grupo de investigação ZOE – Dinâmicas e Políticas Urbanas e Regionais.
Jorge Malheiros desenvolve investigação nas áreas dos estudos sociais urbanos e das migrações internacionais, e também do planeamento local e regional. Nesta entrevista, falamos da maior região metropolitana portuguesa. Conversamos sobre centros e periferias, participação pública e populismos, o planeamento do território no passado e no presente, e ainda sobre envelhecimento. Uma conversa que foi seguindo caminhos diferentes à medida que se desenvolvia, e que foi devidamente editada.
Do ponto de vista de um geógrafo que pensa o ordenamento do território, quais os principais desafios para a área metropolitana de Lisboa?
Existe um duplo desafio: promover uma maior justiça espacial e um direito pleno à cidade para todos os residentes, e compatibilizar isso, que está no plano sociogeográfico, com a qualidade ambiental no contexto da área metropolitana.
Há um acesso desigual ao território e aos recursos existentes. E uma capacidade desigual de participar nas decisões de ordenamento do território, nas decisões sobre a localização dos serviços, dos equipamentos, etc.
Esta entrevista está disponível exclusivamente na 6ª edição do Jornal LPP. Compra aqui em papel ou PDF, e apoia o jornalismo da tua cidade/região.




