Grades, controlos de acesso e longos percursos a pé dificultam a vida de quem simplesmente quer apanhar o comboio, o metro e o barco. As perdas de tempo todos os dias são constantes e são um desincentivo ao uso dos meios colectivos. Controlo de passageiros sem bilhete e dados mais apurados são justificações das transportadoras para a existência de barreiras.

Mudar de veículo vai sendo necessário para quem se move em transporte público na área metropolitana de Lisboa. As estações intermodais são fundamentais para que se perca o menor tempo possível. Facilitar a mudança entre meios de transporte ajuda a atrair passageiros dos carros para os modos partilhados e de massas. A realidade, no entanto, anda muito longe disso: todos os dias, milhares e milhares de pessoas enfrentam uma autêntica corrida de obstáculos para usar o transporte público. Da forma como as estações foram desenhadas às barreiras físicas, não faltam dificuldades que fazem as pessoas perder tempo e pioram a experiência. Cais do Sodré, Pragal, Corroios e Cacilhas são algumas das estações onde as dificuldades são mais sentidas, conforme o LPP testemunhou durante uma manhã de dezembro.
A nossa viagem começou no Pragal. Fizemos a experiência de sair de um comboio Intercidades (da CP) para tentar sair de uma estação que é sobretudo servida pela Fertagus. A concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril tem controlos de acesso em todas as estações na Margem Sul do Tejo.
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