O Metro de Lisboa está a fazer obras de conservação na estação Marquês de Pombal, tratando as infiltrações e os problemas nos revestimentos das paredes e tectos. Há trabalhos de manutenção a decorrer também noutras estações.

O Metro de Lisboa está a fazer trabalhos de conservação na estação Marquês de Pombal, uma das mais importantes e movimentadas estações da rede, onde se cruzam as linhas Azul e Amarela. Os trabalhos, iniciados no final de Janeiro, terão a duração estimada de quatro meses, devendo ficar concluídos em Maio. Estas não são as únicas obras em curso nas estações do Metro – há trabalhos a decorrer também noutras estações.
Apesar de ser uma estação central, o Marquês de Pombal há muito que precisava de uma intervenção, uma vez que, principalmente na parte da estação servida pela Linha Azul, havia paredes descascadas e a precisar de retoques na pintura, bem como vários sinais de infiltrações.




Os trabalhos incluem, portanto, a limpeza integral dos revestimentos, com a pintura das paredes e tectos, bem como a substituição dos elementos danificados; o tratamento de infiltrações; e ainda a limpeza da rede de drenagem. Nos primeiros meses da obra, os revestimentos azuis do cais da Linha Azul foram retirados, deixando a descoberto os antigos painéis de azulejo daquela estação, assim como alguma sinalética antiga. O objectivo principal da intervenção é “melhorar as condições de utilização e de conservação da estação”, indica o Metro.

A estação Marquês de Pombal vai continuará em serviço durante todo o período de execução da obra, uma vez que os trabalhos foram planeados de modo a não comprometer a continuidade do serviço e a minimizar as interferências com o normal funcionamento da estação. A obra será executada em regime de 24 horas por dia, aos dias úteis. Durante o período de abertura da estação ao público, as zonas de trabalho estarão devidamente delimitadas e sinalizadas, garantindo as condições de segurança e de circulação dos passageiros.
Há mais estações em obras
Segundo o Metro, a obra insere-se “na estratégia de valorização das estações enquanto base essencial para a qualidade global do serviço de transporte” e não é a única que a empresa tem em curso neste momento. Também na estação Baixa-Chiado, que serve as linhas Azul e Verde, estão a ser realizadas intervenções nos revestimentos, nomeadamente a resolução de infiltrações e a reparação dos painéis de azulejos. Há trabalhos de reabilitação a decorrer também na estação Alameda, servida pelas linhas Verde e Vermelha, que estão a condicionar alguns acessos, ou na estação Jardim Zoológico, que serve o terminal rodoviário e estação ferroviária de Sete Rios.
Todos estes trabalhos resultam de dois procedimentos de concurso público. Um que foi concluído no final de 2025 para “reabilitação e conservação da superestrutura do Metropolitano de Lisboa”. Este concurso foi lançado com o preço base de 550 mil euros e resultou numa adjudicação de 340 mil euros à empresa Interserv – Sociedade Técnica de Serviços, Lda. em Outubro de 2025. Outro que a transportadora lançou para “serviços para conservação das redes de drenagem das infraestruturas do Metropolitano de Lisboa”. Este concurso apresentava o valor base de 480 mil euros e foi ganho por 468 mil euros pela empresa Limpersado, S.A..











