O troço da Rua da Penha de França junto à recente Unidade de Saúde vai ser requalificado. Uma intervenção que aumentará a área dedicada ao peão e diminuirá o espaço rodoviário, mas que não vai abranger nem a zona do Mercado de Sapadores.

As obras vão arrancar na próxima segunda-feira, 18 de Maio. Um pequeno troço da Rua da Penha de França, na freguesia com o mesmo nome, vai ser requalificado, especificamente o espaço público em torno da recente Unidade de Saúde Sapadores-Graça. A intervenção irá alargar a área dedicada ao peão e reduzir a área disponível para o automóvel.
A empreitada abrange a Rua da Penha de França, a Avenida General Roçadas e o Caminho de Baixo da Penha, numa área total de cerca de 4.900 m². O objectivo é tornar este pedaço de cidade mais seguro, acessível e agradável para quem passa e para quem usa a Unidade de Saúde. Estão previstas melhorias na mobilidade pedonal, mais espaço verde, melhor iluminação pública, novas zonas de estadia, mobiliário urbano e espaços de encontro e convívio. A acalmia de tráfego é também um dos objectivos declarados do projecto.
É uma boa notícia para um arruamento que há muito precisava de atenção. Mas importa perceber o que está – e o que não está – no âmbito desta intervenção. O projecto é circunscrito. Fica de fora a envolvente do Mercado de Sapadores, uma zona igualmente carenciada de intervenção e que poderia beneficiar de mais espaço para caminhar e estar. E fica também de fora o troço junto à Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão, onde muitos jovens adolescentes passam tempo.

Para esse troço existe, aliás, uma proposta cidadã com bastante trabalho já feito. Em 2024, um movimento de moradores chamado R-Penha propôs a transformação daquele espaço junto à escola num ambiente mais verde e acolhedor, reorganizando o estacionamento existente para libertar criar passeios mais largos, zonas para sentar e mais árvores. A iniciativa conta com o apoio do atelier de arquitectura paisagista BAUM, que chegou a produzir desenhos e renders do projecto. Os lugares de estacionamento não desapareceriam, seriam apenas optimizados, em benefício de um espaço público mais verde e permeável.

No entanto, as obras que se vão iniciar junto à Unidade de Saúde são um passo importante e bem-vindo. A obra, integrada no programa municipal Há Vida No Meu Bairro, vai custar cerca de 957,86 mil euros e estará a cargo da Lisboa SRU, a empresa municipal de reabilitação urbana. A execução será da Protecnil, construtora seleccionada por concurso público. O projecto de arquitectura tem a assinatura do atelier Orange.
A empreitada vai decorrer em três fases, durante as quais haverá desvios de trânsito e alterações na circulação das carreiras 730 e 797 da Carris.















