O Metro de Lisboa comprou, por oito milhões de euros, uma nova esmeriladora de carril. O veículo substitui um equipamento com 50 anos e melhorará a manutenção preventiva da rede, contribuindo para reduzir vibrações e ruído.

O Metro de Lisboa recebeu esta segunda-feira, 15 de Junho, a Esmeralda, uma nova esmeriladora de carril que vem substituir o actual equipamento, em funcionamento desde 1976. A Esmeralda, vai ter um papel essencial na manutenção preventiva da infraestrutura ferroviária, contribuindo para a segurança, fiabilidade e conforto das viagens subterrâneas em Lisboa.
O veículo esmerilador faz a esmerilagem dos carris de rolamento (que sofrem desgaste pela fricção dos rodados dos comboios nos carris), garantido que os mesmos apresentem uma secção transversal adequada e uma uniformidade longitudinal dessa mesma secção transversal. Por outras palavras, a função deste equipamento pesado de manutenção é corrigir o desgaste natural dos carris provocado pela circulação diária dos comboios, repondo o perfil adequado da via e contribuindo para melhores condições de segurança, fiabilidade e conforto.
Na prática, a Esmeralda vai ajudar a que as viagens dos passageiros no Metro de Lisboa sejam menos barulhentas e mais suaves – estes objectivos não dependem apenas da manutenção, mas também do material circulante, sendo expectável que as novas carruagens, que estão para entrar em circulação desde 2025, sejam mais silenciosas e confortáveis. Seja como for, a manutenção da infraestrutura de via-férrea é um dos aspetos fulcrais dos sistemas ferroviários. Dela dependem a operacionalidade e a segurança da exploração do sistema de transporte metropolitano. O novo equipamento substitui a actual esmeriladora datada de 1976.

As operações de esmerilagem são realizadas durante a noite, fora do horário de exploração, de forma a não interferir com o serviço prestado aos clientes. Ao corrigir irregularidades nos carris, este equipamento contribui para reduzir vibrações e ruído, prolongar a vida útil da infraestrutura e assegurar melhores condições de desempenho da rede, de acordo com o Metro de Lisboa.
Além da intervenção física nos carris, a nova esmeriladora – que resultou num investimento de cerca de oito milhões de euros – integra sistemas de auscultação da linha, que permitem recolher informação técnica sobre o estado da via. Estes dados apoiarão uma gestão mais eficiente e sustentada das intervenções, permitindo identificar com maior precisão quando e onde actuar.
Para a dimensão da actual rede do Metro de Lisboa, a execução completa do plano de esmerilagem demora cerca de 24 meses, sendo realizada de acordo com as necessidades técnicas da infraestrutura, a geometria da via e a intensidade da operação.

Compra iniciada em 2021
A recepção do novo equipamento decorreu nesta segunda-feira, 15 de Junho, nas instalações do Parque de Material e Oficinas II, nas Calvanas, numa sessão institucional presidida pelo Ministro das Infraestruturas e Habituação, Miguel Pinto Luz. “A chegada da nova esmeriladora representa mais do que a substituição de um equipamento: é um investimento na infraestrutura que sustenta, todos os dias, o serviço público de transporte prestado pelo Metropolitano de Lisboa”, indica a empresa em comunicado.
A compra da nova esmeriladora de carris iniciou-se em Abril de 2021 com o Governo de António Costa. O contrato para a aquisição da máquina foi celebrado com a empresa americana Harsco Rail. Este contrato inclui todos os serviços, fornecimentos e trabalhos acessórios inerentes ao fornecimento do veículo pesado de esmerilagem.
O prazo máximo para a concepção, fabrico e ensaios em fábrica, transporte, preparação e montagem do veículo esmerilador nas instalações do Metro de Lisboa, bem como os respectivos ensaios finais para colocação em serviço na condição de “pronto a funcionar” era de 30 meses, contados da data da assinatura do contrato. Ou seja, a esmeriladora chegou com 30 meses de atraso.











