
Os mestrados na NOVA FCT nas áreas das Ciências, Engenharia e Tecnologia distinguem-se pela forte componente prática e pela ligação ao mundo profissional, resultado de parcerias com empresas e indústria. Inês Pinto, Cristiano Barata e Carmo Cadilha são três exemplos de alunos que começaram a escrever o seu futuro na NOVA FCT, num ambiente multidisciplinar e enriquecedor. A segunda fase de candidaturas para os mestrados termina já a 17 de Julho.
No amplo jardim em frente à biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), Inês Pinto e Cristiano Barata estão sentados numa mesa, acompanhados pela sombra de uma árvore de fruto. Ambos são alunos de Mestrado em áreas diferentes, mas têm em comum o facto de terem entrado na NOVA FCT ainda na Licenciatura e terem continuado o seu percurso académico nesta Faculdade. Inês, de 22 anos, e aluna do primeiro ano de Mestrado em Engenharia do Ambiente, explica o porquê: “Gosto muito das pessoas aqui. Acho que a NOVA FCT tem uma certa qualidade especial, que é mesmo das pessoas. Sempre gostei muito dos professores no meu curso. São pessoas que caminham bem entre o equilíbrio do que é real e da nossa aprendizagem. Dão-nos uma boa rede de conforto.”
Ao lado dela, Cristiano, de 26 anos, corrobora a sua opinião. A terminar o último ano do Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, destaca que a relação entre alunos e professores é muito diferente daquela que imaginava antes de chegar à Faculdade. O que encontrou foram docentes empenhados nas suas funções, carismáticos e disponíveis para os estudantes. “Estão ali connosco, estão a ajudar-nos, e isso é uma coisa que eu nunca imaginei que fosse acontecer”, sorri. A proximidade entre alunos e professores é notória e é também um fator de diferenciação na Faculdade.
“O Mestrado é para quem quer pôr a mão na massa e pensar como um engenheiro”
A maioria do corpo docente da NOVA FCT é também referência na área da investigação e tem uma forte ligação com as empresas, através das parcerias existentes com os vários Departamentos e com a Faculdade. Por esta razão, promovem não só o contacto dos alunos com o meio empresarial e com as indústrias, mas também estimulam a criatividade, a inovação e a resolução de problemas. Inês conta que no primeiro ano do Mestrado em Engenharia do Ambiente fizeram várias visitas de estudo, entre elas às estações de resíduos do Seixal e de Setúbal: “Acho que é muito importante ver muito mais do que estudar, porque tens uma sensação do que é que realmente se faz e não se torna tão assustador.” Até porque “os nossos professores tentaram sempre abrir-nos os olhos para o que é real”.

Estas características também se refletem nos programas curriculares dos Mestrados, com uma sólida componente prática. No Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Cristiano reforça que “na Licenciatura dão-nos as bases teóricas de que necessitamos e, depois, o Mestrado é muito forte na parte prática”. Um dos exemplos que dá foi a tradução de matrizes matemáticas para movimentos de um robô, ou seja, ver a teoria transformar-se em algo visível. “Isso, para mim, foi uma das maiores transformações”. O jovem destaca ainda uma unidade curricular em que os estudantes podiam dar asas à imaginação e criar um projeto com sensores. “Essa liberdade que nos dão já é incrível. Portanto, uma cadeira em que realmente nos permitia criar aquilo que nós queríamos com os sensores que tínhamos, para mim foi incrível”, afirma Cristiano.
Por outro lado, as parcerias com as empresas tornam-se no elo essencial para estes futuros profissionais. É o caso de Carmo Cadilha, aluna do último ano do Mestrado em Engenharia Mecânica. A aluna está prestes a terminar a dissertação na área de aeronáutica em colaboração com a TAP: “A maior vantagem em fazer uma dissertação com uma empresa é, sobretudo, conhecê-la e ter uma visão de mercado que não teria de outra forma.” Enquanto está em viagem, conta que o objetivo principal da sua dissertação é desenvolver um método de acondicionamento de peças para o motor LEAP-1A das aeronaves A320neo utilizadas pela TAP. “Esta experiência enriquece o currículo de um aluno”, reconhece. “A Universidade, por si só, nunca vai formar um engenheiro. O Mestrado é para quem quer pôr a mão na massa e pensar como um engenheiro.”
Mas pensar como um profissional vai muito além destas oportunidades: relaciona-se, também, com outras áreas de conhecimento. Prova disso é que alunos de Licenciatura e Mestrado da NOVA FCT integram o Perfil Curricular, onde participam no maior Programa de Empreendedorismo Universitário, juntando-se em equipas diversificadas para conjugar saberes e construir um projeto em conjunto. O grupo da Inês direcionou-se para a agricultura e construiu um aquário cujos nutrientes eram utilizados para fertilizar a terra; por sua vez, o grupo de Cristiano criou uns óculos de realidade aumentada para idosos, que lhes permitia ver os seus familiares em casa quando se sentiam sozinhos; já o grupo de Carmo desenvolveu uma ferramenta capaz de canalizar a energia dissipada de uma prensa para o resto da manufatura. Estes projetos dão “ainda mais valor a esta cadeira, é muito interessante ver o que cada pessoa, cada grupo, consegue fazer”, reforça Inês.
Estes projetos com impacto na sociedade são valorizados pelos empregadores. Todos os anos, a NOVA FCT promove iniciativas em que as empresas se deslocam até à Faculdade para conhecer talento, um encontro direto entre os estudantes e possíveis oportunidades. Muitos alunos, ainda antes de terminarem o Mestrado, já têm propostas de trabalho na sua área, prova de como estes encontros podem encurtar a distância entre a academia e o mundo do trabalho. A taxa de empregabilidade, por exemplo, nos Mestrados em Engenharia do Ambiente e em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, é particularmente elevada. No caso de Cristiano, a sua dissertação contempla a junção de duas áreas, a eletrotecnia e a química, num projeto inovador de luminescência, que “tanto dá no ramo educacional, para democratizar a educação, porque até as escolas secundárias vão conseguir comprar aquele dispositivo, como também dá para a investigação”.

O projeto já mereceu destaque internacional através da publicação de dois artigos científicos e a apresentação numa conferência em Budapeste, “um luxo incrível”, diz Cristiano. E nada disto teria sido possível sem o apoio e incentivo da sua orientadora, a professora Anikó Costa, acrescenta. Esta exposição já lhe valeu o interesse por parte de uma empresa que “já está interessada em participar [no projeto]”. Por outro lado, Inês ainda está indecisa no que vai escolher para o tema da sua dissertação, mas conta que provavelmente será na área da engenharia de águas, nomeadamente na componente de águas residuais. A escolha ainda está em aberto porque “a área do ambiente é muito multifacetada” e a Engenharia do Ambiente não é de todo ativismo ambiental.
Mas engane-se quem pensa que na NOVA FCT o conhecimento se limita às ciências exatas. Para além da oferta letiva, a Faculdade conta ainda com uma multiplicidade de núcleos de estudantes que promovem atividades e experiências que permitem aos estudantes e futuros profissionais olhar para além da sua área científica.
Entre laboratórios, palcos e concursos: a formação multidisciplinar na NOVA FCT

Situado em Almada, a 20 minutos de autocarro das praias da Costa da Caparica, o da NOVA FCT é composto por 13 departamentos, 18 unidades de investigação, laboratórios, um canil (integrado no núcleo PATA), uma creche e espaços verdes. “Eu sempre senti, desde o momento que pus os pés cá dentro, que [a NOVA FCT] é um Campus muito diferente. Tem muitas árvores, é calmo, especialmente calmo”, conta Inês. E para Carmo “estar vários dias a estudar na biblioteca e depois vir apanhar sol ao relvado marca muito, a mim marcou-me muito”, conta.

O ambiente dentro da NOVA FCT equilibra o espaço de estudo e de investigação com as zonas de lazer. E são nestas áreas que se sente a comunidade, através dos 40 núcleos formados por estudantes. Estes são multidisciplinares e contemplam áreas como o teatro, a música, a proteção animal, desporto, voluntariado ou o ambiente e sustentabilidade, com o intuito de corresponder a outros interesses para lá da parte académica. Fora das aulas, Carmo é project manager na NOVA Formula Student, uma equipa composta por alunos das várias faculdades da Universidade NOVA de Lisboa. A estudante integrou a equipa no segundo ano da sua licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial porque “tinha muita vontade de me desafiar e de aprender coisas novas”. O núcleo, que, entretanto, se tornou uma associação com vários parceiros, tem como objetivo criar, desenvolver e otimizar um carro de estilo fórmula, tendo já participado em competições a nível nacional e internacional. “Quem entra, já não sai realmente. Acaba por ser uma comunidade abrangente e dentro da equipa vamos mudando de funções e desafiando-nos a coisas novas”, explica Carmo. Conta ainda que foi por influência dos colegas de equipa que decidiu especializar-se em Engenharia Mecânica no Mestrado.
Já Inês e Cristiano, embora de cursos diferentes, conheceram-se no núcleo de teatro: “Partilhámos a experiência do teatro, e já partilhei a experiência da música com outros colegas. Acho que a NOVA FCT tem muito mais do que a engenharia e isso [também] foi motivo para ficar”, afirma Inês. A aluna de mestrado em Engenharia do Ambiente é presidente do Núcleo de Ambiente e Sustentabilidade (NAS) e conta que promovem várias atividades como campanhas de sensibilização na creche da NOVA FCT, limpezas de praias, workshops, e ainda parcerias com outras instituições.
Para Cristiano, foi o ambiente multidisciplinar da Faculdade que lhe permitiu vencer a timidez. O aluno partilha que integrar o núcleo PATA, de prevenção e voluntariado animal, foi uma das suas experiências mais enriquecedoras. Também Inês partilha desta visão: “são coisas muito diferentes do que alguém pensaria que um engenheiro faz”, revela, a sorrir.
E esta vontade de ir além da sala de aula também se reflete na oferta cultural do Campus. A biblioteca oferece uma agenda cultural com exposições, instalações artísticas, concertos, entre outras atividades que são abertas, também, ao público em geral. “O Campus e o espírito académico destacam-se na NOVA FCT” porque “da experiência que tenho de outros colegas que estudam em Lisboa, não se compara com o espírito que se vive nesta faculdade”, afirma Carmo.

Estudar na NOVA FCT significa estar em sintonia com as várias áreas do conhecimento, participar ativamente na vida da comunidade académica e beneficiar de todas as oportunidades e vivências, imprescindíveis para o crescimento profissional e pessoal dos estudantes. Através de apoios com Bolsas e prémios que a NOVA FCT possibilita, é possível aliviar os custos de formação, como é exemplo a bolsa de estudo “Impulso Mestre”, que oferece 450 € a alunos de mestrado que preencham os requisitos.
Para Cristiano, Inês e Carmo, o futuro ainda é incerto quanto ao que querem seguir após a conclusão do Mestrado. Mas uma coisa é certa: seja para continuar a estudar, seja para entrar no mercado de trabalho, a NOVA FCT será sempre uma porta aberta. E, para isso, basta-lhes continuar a ser curiosos, trabalhadores e pensar “fora da caixa”.
A segunda fase de candidaturas aos Mestrados nas áreas de Ciências, Engenharia e Tecnologia na NOVA FCT termina a 17 de julho.
Este artigo resulta de uma parceria com a NOVA FCT e foi produzido com total liberdade editorial.









