PUB

Há novidades do 16E, o futuro eléctrico rápido da zona oriental de Lisboa

Estão em consulta pública as propostas de traçado do futuro 16E, a linha de eléctrico que vai ligar a Praça do Comércio ao Parque Tejo, passando pelo Parque das Nações, e que funcionará quase como um metro de superfície. E há uma sessão de esclarecimento marcada para meados de Setembro.
Faz uma assinatura anual e garante que continuamos a contar as histórias da Lisboa Metropolitana.

No jornalismo, é difícil consolidar e fazer crescer projectos independentes e inovadores como o nosso. A tua assinatura vai fazer a diferença.

Estão em consulta pública as propostas de traçado do futuro 16E, a linha de eléctrico que vai ligar a Praça do Comércio ao Parque Tejo, passando pelo Parque das Nações, e que funcionará quase como um metro de superfície. E há uma sessão de esclarecimento marcada para meados de Setembro.

O eléctrico 16E vai ligar a Praça do Comércio ao Parque Tejo (fotografia LPP)

Já são conhecidos os detalhes do traçado proposto para a linha 16E, o serviço de eléctrico rápido entre a Praça do Comércio e o Parque Tejo, passando pelo Beato, Braço do Prata e Gare do Oriente; e o respectivo Estudo de Impacte Ambiental (EIA) está em consulta pública até 30 de Setembro. No dia 14 de Setembro, haverá uma sessão pública de esclarecimento.

O 16E vai ligar o centro da cidade à zona oriental, reforçando o serviço de transporte na frente ribeirinha de seis freguesias: Santa Maria Maior, São Vicente, Penha de França, Beato, Marvila e Parque das Nações. Será o primeiro eléctrico de Lisboa a funcionar em canal 100% dedicado, com prioridade semafórica ao longo de todo o percurso. O traçado de referência, apresentado pela Carris e pela consultora Profico Ambiente, autora do EIA, tem cerca de 10,5 km, está dividido em 10 troços, e prevê 17 estações entre Santa Apolónia e Sacavém, servindo pontos como o Beato Innovation District/Unicorn Factory, o Oceanário, a Gare do Oriente ou o Parque Tejo.

Esse traçado de referência, o principal dos traçados em estudo, arranca na futura rotunda de Santa Apolónia, junto ao metro e à estação ferroviária, onde está previsto o 15E chegar, e segue ao longo da Avenida Infante D. Henrique, onde o canal da linha do eléctrico pode ser partilhado com o corredor BUS. Em Braço de Prata, a linha atravessa o loteamento Prata Riverside e o Plano de Pormenor da Matinha. Dali, o traçado segue pela Alameda dos Oceanos – com paragens junto ao Casino Lisboa, ao MEO Arena e à FIL – até à Rotunda da Colômbia, terminando junto à futura interface de Sacavém, onde fará a ligação ao comboio e ao futuro BRT de Loures. A viagem entre os dois terminais deverá demorar cerca de 35 minutos, contra os 60 minutos actuais, com uma frequência de até 10 minutos e funcionamento entre as seis e a uma da manhã.

Além do traçado de referência, o EIA analisa mais quatro alternativas, todas classificadas como tecnicamente e ambientalmente viáveis. Uma delas implica a demolição do viaduto da Av. Marechal Gomes da Costa e alterações ao jardim ribeirinho em Braço de Prata; outra das alternativas passa o 16E pela Avenida D. João II em vez de pela Alameda dos Oceanos.

Segundo as conclusões do EIA, o traçado de referência é a solução globalmente mais vantajosa, por conjugar os impactes positivos mais elevados com os impactos negativos mais reduzidos. Não estão previstas demolições de edifícios, ainda que todas as soluções impliquem o transplante pontual de árvores nos alinhamentos arbóreos existentes. O investimento total ronda os 160 milhões de euros, com co-financiamento europeu, e a obra deverá durar cerca de 18 meses, com os trabalhos a decorrerem entre 2028 e 2029.

O projecto inclui um Parque de Manutenção e Oficinas (PMO) a construir sob a Ponte Vasco da Gama, junto à Rotunda da Colômbia, com capacidade para 15 eléctricos. O material circulante previsto é idêntico ao recentemente adquirido pela Carris à CAF para a operação do 15E: veículos articulados em cinco módulos, com 28,5 metros de comprimento e capacidade para 220 pessoas.

De acordo com o EIA, o projecto terá um impacto globalmente positivo, sendo os impactos negativos mais significativos os que estarão concentrados na fase de construção, uma vez que haverá ruído e poeiras, bem como condicionamentos de trânsito e estacionamento. Segundo um relatório da consultora TIS, citado no EIA, os benefícios do projecto estão avaliados em 298 milhões de euros, considerando melhorias na mobilidade e impactes ambientais positivos – uma redução estimada de 4 800 veículos por dia em circulação e de 124 mil toneladas de CO2.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) está em consulta pública até 30 de Setembro, um processo de participação promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Qualquer pessoa pode participar através de comentários no portal Participa, onde estão disponíveis o Resumo Não Técnico e os restantes documentos do EIA. A APA vai também realizar uma sessão pública de esclarecimento no dia 14 de Setembro, ao final do dia, no auditório do IPDJ Lisboa. A sessão é aberta a todos, mas exige inscrição prévia, através do Eventbrite.

Faz uma assinatura anual e garante que continuamos a contar as histórias da Lisboa Metropolitana.

No jornalismo, é difícil consolidar e fazer crescer projectos independentes e inovadores como o nosso. A tua assinatura vai fazer a diferença.

Jornal LPP #7

Lê os nossos melhores conteúdos

O Jornal LPP oferece mais de 40 páginas com as melhores histórias e reportagens da Lisboa Metropolitana.