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ūüĆ≥ Corredores Verdes

Um corredor verde é uma unidade linear sobreposta a elementos da estrutura ecológica que permite um continuum naturale, promovendo a articulação de património histórico, cultural e paisagístico e contribuindo para melhorar a qualidade ambiental desse território. Para além da função ecológica, os corredores verdes têm uma importantíssima função social e cultural em contexto urbano ou periurbano. Se, por um lado, permitem a salvaguarda da biodiversidade e dos elementos naturais, por outro ajudam a resolver problemas como a impermeabilização do solo e a poluição atmosférica. Em termos sociais, os corredores verdes são espaços de excelência para a promoção de actividades recreativas e de lazer ao ar livre, ao mesmo tempo que estimulam os modos de deslocação suaves. Contribuem, ainda, para a promoção da educação informal, a conservação do património cultural e a melhoria do património paisagístico.

De Monsanto ao Oriente, foram criados nove corredores verdes que ligam importantes zonas da cidade, contribuindo não só para a concretização do Plano de Ação Local da Biodiversidade de Lisboa, como também para a mitigação e adaptação climática.

Corredor Verde de Monsanto

O Corredor Verde de Monsanto integra a estrutura ecológica da cidade ligando o Parque Florestal de Monsanto ao Parque Eduardo VII, numa extensão de cerca de 2,5 km, com uma área de 51 hectares e uma rede de trilhos de cerca de 40 km.

Idealizado nos anos 70 e defendido pelo Arq. Ribeiro Telles ficou concluído em 2012. Sendo o primeiro corredor verde da cidade de Lisboa, dotou a capital de uma estrutura ecológica com diversos jardins e parques, uma área experimental de prados biodiversos, um parque hortícola, uma seara, equipamentos de usos polivalentes como ciclovias, circuitos de manutenção, parque infantil, skate-parque, restaurantes, quiosques e miradouros.

Ao longo dos 51 hectares de áreas verdes têm sido plantadas centenas de árvores e arbustos, entre os quais carvalhos, sobreiros, pinheiros mansos, amendoeiras e ameixoeiras.

De sul para norte, o Corredor Verde de Monsanto integra:

O Parque Florestal de Monsanto, pela sua dimensão, constitui uma unidade autónoma dos restantes corredores verdes.

Corredor Verde do Vale de Alc√Ęntara

Representa uma importante estrutura sobreposta ao sistema h√≠drico da cidade e um relevante eixo verde, ligando a √°rea plan√°ltica da cidade e a frente ribeirinha, na zona de Campolide a Alc√Ęntara.

O corredor, em construção, poderá no final ser integralmente percorrido a pé ou de bicicleta, sem recurso a veículos motorizados, contribuindo também para uma maior democratização na mobilidade sustentável em algumas áreas com algum grau de isolamento devido aos obstáculos da envolvente.

Articula objetivos de import√Ęncia ecol√≥gica, relacionados com a regulariza√ß√£o do sistema h√≠drico, a recupera√ß√£o e aumento do coberto vegetal, a continuidade ecol√≥gica com o Parque Florestal de Monsanto e a utiliza√ß√£o de √°gua reciclada. A interven√ß√£o abrange cerca de 13 hectares, ao longo de mais de 3 km, harmonizando: corredores ciclo-pedonais, novos espa√ßos verdes, mais e melhor ilumina√ß√£o, utiliza√ß√£o de √°gua reciclada para rega, equipamento urbano e mais de 700 novas √°rvores.

Corredor Verde da Alta do Lumiar

O redesenho urbano de toda a √°rea da Alta do Lumiar permitiu a instala√ß√£o de dois parques urbanos com grande relev√Ęncia local e municipal:

Possibilitou, ainda, a construção de uma extensa área verde de enquadramento de vias que formam o eixo central, laterais e rotundas, constituída por amplos relvados, arborização e manchas arbustivas densas e modeladas.

O Corredor Verde da Alta do Lumiar pretende articular esta estrutura de parques com o corredor perif√©rico a norte, designadamente com o Jardim da Quinta de Santa Clara e com o Corredor Central para sul, em especial com a Mata de Alvalade, atrav√©s do espa√ßo verde de uso p√ļblico numa faixa paralela √† Rua das Murtas (em requalifica√ß√£o).

Corredor Verde Central

O Corredor Central √© uma estrutura verde descont√≠nua, resultante da sobreposi√ß√£o de pequenas e m√©dias zonas verdes integradas no tecido edificado, assente em espa√ßos de baixa densidade, sobretudo em equipamentos de uso p√ļblico, como o Jardim Zool√≥gico, a Cidade Universit√°ria, o Est√°dio Universit√°rio, o Parque Hospitalar, e o LNEC.

O Jardim M√°rio Soares √© o parque de maior relevo neste corredor. Este jardim √© ponto de partida para a articula√ß√£o com os espa√ßos verdes do Parque Hospitalar e do LNEC, alvo de interven√ß√£o que permitiu a abertura ao p√ļblico, funcionando como corredor verde entre a Mata de Alvalade / Quinta do Narig√£o e a Quinta das Conchas e dos Lilases, englobando √°reas de recreio e lazer e um parque hort√≠cola.

O Est√°dio Universit√°rio, bem como a Cidade Universit√°ria, s√£o espa√ßos verdes integrados em equipamentos com uma import√Ęncia muito relevante no cont√≠nuo ecol√≥gico. Do lado contr√°rio, o Bairro de Alvalade, com os seus m√ļltiplos logradouros, representa uma estrutura verde √≠mpar na cidade de Lisboa.

A articula√ß√£o entre o corredor central e os corredores dos Olivais e corredor Oriental ser√° refor√ßada com a instala√ß√£o de uma liga√ß√£o acess√≠vel para pe√Ķes e bicicletas sobre a Av. Gago Coutinho.

Corredor Verde Ocidental do Rio Seco

Estende-se entre o Parque Florestal de Monsanto, no Alto da Ajuda, e a Rua Eduardo Bairrada, na Ajuda.

Abrange, ainda, espa√ßos descont√≠nuos na envolvente, como o Jardim das Damas e o Jardim Bot√Ęnico da Ajuda. Dividido numa √°rea norte e uma √°rea sul, √© composto por extensas √°reas verdes, caminhos, zonas de merendas e um pequeno picadeiro, al√©m de um parque hort√≠cola.

Os Parques Urbanos do Rio Seco I, II, III e IV, configurando no total cerca de 2,7 hectares, constituem uma área que foi sendo construída faseadamente:

  • a sul, com a reabilita√ß√£o de um polidesportivo, cria√ß√£o de √°reas de estadia e de um miradouro, coloca√ß√£o ilumina√ß√£o p√ļblica, instala√ß√£o de um parque infantil e de um parque hort√≠cola, valoriza√ß√£o e limpeza da escarpa, e planta√ß√£o de √°rvores e arbustos;
  • a norte, com a qualifica√ß√£o da estrutura verde e espa√ßo p√ļblico do Bairro 2 de Maio, numa √°rea de cerca de 42 m2: requalifica√ß√£o dos pavimentos, implementa√ß√£o de uma estrutura verde arb√≥rea promovendo a sua inter-rela√ß√£o com toda a estrutura do futuro parque no vale, novo mobili√°rio urbano e ilumina√ß√£o p√ļblica.

No Parque Urbano, mais a norte, foi feita a limpeza do vale e a recupera√ß√£o da ribeira, planta√ß√£o de √°rvores e arbustos, rede de caminhos e uma ‚Äúaldeia columb√≥fila‚ÄĚ.

No total foram plantadas cerca de mil √°rvores e cinco mil arbustos.

Corredor Verde dos Olivais

O Corredor Verde dos Olivais é uma estrutura de ligação entre os diferentes parques e zonas verdes locais.

A partir do Parque José Gomes Ferreira, o percurso de ligação das zonas verdes que ladeiam a Avenida Cidade do Porto até ao Parque Urbano dos Olivais e ao Parque do Vale do Silêncio, um dos melhores exemplos de um parque urbano com uma profunda conceção modernista, com continuidade para o novo Parque Urbano da Quinta do Conde de Arcos.

O Parque do Vale do Silêncio é composto por um relvado extenso no seu interior e rodeado por uma mata. Tem quiosque, parque infantil, parque de fitness, parede de escalada, parque canino (em construção), circuito de manutenção e diversos percursos pedonais com contacto direto com a natureza. Pelo seu interior passa uma ciclovia que se estende até à gare do Oriente.

Atravessando a Avenida de Berlim permite a liga√ß√£o direta ao Parque Urbano dos Olivais que possui um parque infantil, parque hort√≠cola com 31 talh√Ķes, um circuito de manuten√ß√£o interligado ao do Parque do Vale do Sil√™ncio e ao da Mata da Rua dos Eucaliptos.

A continuidade ao longo da ciclovia da Avenida Francisco Lu√≠s Gomes permite chegar ao Parque Urbano da Quinta do Conde de Arcos que possui, no seu interior, um parque infantil, zonas de estadia, circuitos pedonais e com um parque hort√≠cola com 45 talh√Ķes. Na quinta funciona um viveiro municipal, a Escola de Jardinagem e de Calceteiros e uma creche (em fase de conclus√£o).

Entre os v√°rios espa√ßos verdes de utiliza√ß√£o p√ļblica na freguesia dos Olivais, √© de destacar o Jardim Maria de Lourdes S√° Teixeira, o Jardim da Rua dos Eucaliptos e a Alameda da Encarna√ß√£o.

Corredor Verde Periférico de Lisboa

Localizado na zona norte de Lisboa, abrangerá, quando concluído na totalidade, mais de 150 hectares de zonas verdes.

Permite a ligação entre o Parque Florestal de Monsanto e o Parque do Vale da Ameixoeira, adjacente à estrutura ecológica regional, nomeadamente a área da Várzea de Loures que se estende por mais de 1000 hectares, seguindo o rio Trancão até à sua foz no rio Tejo.

Apresenta solu√ß√Ķes de continuidade que contrastam com espa√ßos verdes de maior dimens√£o. Destacam-se;¬†

Em obra, está ainda o Parque Verde destinado à futura Feira Popular de Lisboa, em Carnide.

Da mesma forma, as obras em curso de requalifica√ß√£o do n√ļcleo hist√≥rico de Carnide e do Pa√ßo do Lumiar constituem importantes √°reas de consolida√ß√£o patrimonial com espa√ßos verdes p√ļblicos e privados, fazendo parte da malha urbana.

Em 2020 entrarão em obra quatro importantes espaços que concluirão em definitivo este projeto, já com décadas, do corredor verde periférico:

  • O Parque Urbano do Vale do Forno, um importante parque urbano com cerca de 20 hectares que transformar√° um antigo aterro sanit√°rio selado num parque com uma forte componente da promo√ß√£o de biodiversidade;
  • O Parque de liga√ß√£o da Quinta dos Alcountins e da Encosta do Olival, que ligar√° o Vale do Forno √† ponte ciclo pedonal sobre a Cal√ßada de Carriche;
  • O tro√ßo de liga√ß√£o da ponte ciclo pedonal sobre a Cal√ßada de Carriche e o Parque Urbano do Vale da Ameixoeira;
  • A liga√ß√£o entre o Calhariz de Benfica e a pra√ßa p√ļblica da Fonte Nova e o Parque Florestal de Monsanto.

Corredor Verde Ribeirinho

O corredor ribeirinho constitui uma not√°vel interface fluvial-estuarina, com uma enorme import√Ęncia ecol√≥gica e uma √°rea sens√≠vel do ponto de vista dos riscos de cheias.

Fortemente artificializada ao longo de s√©culos, tem sido poss√≠vel abrir o rio √† cidade atrav√©s de um conjunto de requalifica√ß√Ķes. A estrutura verde assume um car√°ter descont√≠nuo em v√°rios pontos onde, para al√©m da artificializa√ß√£o das margens, as atividades portu√°rias adquirem preponder√Ęncia.

Desde a requalifica√ß√£o resultante da Expo 98 que se assiste a um movimento de retorno ao Tejo e √† frui√ß√£o das suas margens, nomeadamente no Parque das Na√ß√Ķes, Largo Jos√© Saramago, Terreiro do Pa√ßo e Ribeira das Naus. Para al√©m da liga√ß√£o cicl√°vel entre o Cais do Sodr√© e a Torre de Bel√©m, foram abertas ao p√ļblico diversas √°reas ribeirinhas e foi abolido o estacionamento autom√≥vel em frente ao rio, entre as Docas de Santo Amaro e a Torre de Bel√©m, e criados corredores arborizados. O tro√ßo Torre de Bel√©m/Alg√©s recebeu a Funda√ß√£o Champalimaud com novos jardins e espa√ßos p√ļblicos, paralelamente √†s demoli√ß√Ķes na zona da Docapesca, em Pedrou√ßos. A liga√ß√£o cicl√°vel entre Santa Apol√≥nia e o Parque das Na√ß√Ķes permitiu a circula√ß√£o entre √°reas anteriormente isoladas por uma frente portu√°ria cont√≠nua. Recentemente abriu a 1.¬™ fase do Parque Ribeirinho Oriente, em Marvila, importante r√≥tula de liga√ß√£o com o Corredor Verde Oriental.

O corredor ribeirinho teve um impulso em 2017 com a ligação à frente ribeirinha do Concelho de Loures, através da articulação entre os dois municípios para a criação de uma ponte ciclo pedonal sobre o Rio Trancão e a adaptação das margens com percursos de fruição e lazer. Esta ligação, a par da qualificação dos passadiços ribeirinhos ao longo da margem do Aterro Sanitário de Beirolas, permitirão uma valorização desta importante margem.

Corredor Verde Oriental

Localizado na zona oriental de Lisboa, nas freguesias de Marvila e do Beato, desenvolve-se na continuidade do Parque da Belavista e constitui a segunda maior √°rea verde de Lisboa

A rede de caminhos existente liga o Parque da Belavista Sul ao Parque da Belavista Central (atrav√©s de um viaduto verde sobre a Avenida Marechal Ant√≥nio Sp√≠nola), ao Parque Urbano do Vale da Montanha e ao Parque do Casal Vistoso (atrav√©s da ponte ciclo pedonal). A par desta rede de caminhos, existem diversas linhas de drenagem pluvial que resultam numa √°rea de reten√ß√£o naturalizada, bastante rica do ponto de vista da biodiversidade. Com extensas zonas verdes de baixa carga, a biodiversidade tem aqui um papel preponderante nos modelos de gest√£o. Nestes prados est√£o a ser ensaiadas solu√ß√Ķes de sequeiro, capazes de contribuir para o fecho do ciclo de carbono incluindo, num futuro pr√≥ximo, a pastagem pontual de ¬†animais.

O corredor verde oriental prossegue ao longo do Parque Urbano do Vale da Montanha e dos 11 hectares do seu parque urbano que recupera as linhas de drenagem pluvial à superfície, que o ligam, tal como a rede de percursos, ao Parque da Belavista Sul. Numa segunda fase (em projeto), este parque terá uma ligação ao Vale de Chelas, continuando até à zona ribeirinha de Xabregas.

Para poente, a liga√ß√£o √†s Olaias e √† Alameda Dom Afonso Henriques, na dire√ß√£o da Avenida Duque d¬ī√Āvila e do Parque Florestal de Monsanto, faz-se atrav√©s de uma ponte ciclopedonal sobre a linha ferrovi√°ria de cintura interna e do Vale da Montanha, com liga√ß√£o direta ao Parque do Casal Vistoso, espa√ßo que integra tamb√©m um parque hort√≠cola com 17 talh√Ķes e um parque fitness. Este parque recupera as linhas de drenagem pluvial √† superf√≠cie e est√° ligado por uma rede de caminhos ao parque da Belavista Sul. Para sul est√° em projeto a segunda fase deste parque urbano com abertura prevista em 2021.

Para nascente, o Parque Urbano do Vale de Chelas, o maior parque hort√≠cola da Europa constru√≠do de ra√≠z, com 219 talh√Ķes, disp√Ķe de um miradouro com uma zona de estadia, um parque Infantil, um skate parque e mesas de ping-pong.

A ponte ciclopedonal sobre a Avenida do Santo Condest√°vel permite, em conjunto com o tro√ßo seguinte, ligar ao Parque Urbano do Vale Fund√£o. Este parque, origin√°rio da d√©cada de 60, tem zonas de estadia, parque de fitness, rede de percursos pedonais e circuito de manuten√ß√£o. Foi alvo de amplia√ß√£o, passando a incluir mais um parque hort√≠cola com um total de 44 talh√Ķes e uma bacia de reten√ß√£o de √°guas pluviais. Foi dotado, tamb√©m, de uma barreira ac√ļstica em madeira para isolar o parque da Avenida Marechal Ant√≥nio de Sp√≠nola. √Č atravessado por uma pista cicl√°vel que faz a liga√ß√£o entre o Vale de Chelas e o rio.

Nesta liga√ß√£o encontra-se Parque da Quinta das Flores dotado de um parque hort√≠cola com 40 talh√Ķes, um parque infantil e uma zona de mata que integra uma zona de estadia e a mata de clones de ulmeiro resistentes √† grafiose.

A chegada ao rio na zona do Braço de Prata ligará com o Parque Ribeirinho Oriente, junto ao rio Tejo.

Para norte, o Parque da Belavista liga através do antigo campo de golfe ao Parque Vinícola de Lisboa, um espaço que albergará um parque hortícola e que contacta com o Corredor Verde Central e o Corredor dos Olivais.

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