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Nesta edição, celebramos as associações e cooperativas de Lisboa, que ajudam a regenerar o tecido social da cidade. Falamos ainda do parque que a população de Marvila tanto pediu, do hasteamento da bandeira LGBTQIA+ em edifícios públicos, de alimentação, de comboios de bicicleta e de muito mais. Se és assinante, faz login e volta a esta página para descarregar a versão digital gratuitamente.
Há uma Lisboa feita de associações, cooperativas e colectivos que nem sempre têm a atenção e o reconhecimento devidos. É no tecido associativo que se concentram respostas sociais essenciais para determinados grupos, que outras entidades não têm interesse ou capacidade para prestar. São associações, cooperativas e colectivos que testam formas de organização que não cabem em visões mais conservadoras mas que funcionam. É neste tecido associativo, ainda, que se desenvolvem ofertas culturais que dão espaço a artistas emergentes e criam pontos de encontro nos bairros.
As associações colmatam ausências das entidades públicas e das estruturas políticas, trabalhando, em muitos casos, em diálogo com estas. No entanto, apesar de terem um papel importante nas nossas sociedades e cidades, muitas associações vivem em constante sobressalto quanto ao seu futuro. Seja pela ausência de políticas de financiamento mais estruturais, ou porque o factor dinheiro leva à priorização de outras actividades, são vários os casos de associações que já ficaram pelo caminho. Mas há também muitas que resistem e que têm histórias de sucesso.
Nesta edição do Jornal LPP, celebramos o tecido associativo de Lisboa e não só com um conjunto de histórias e reportagens. Falamos d’A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, um projecto que está a descobrir que Benfica tem muita música – e que só precisava que alguém a fosse procurar. Damos a conhecer a Rizoma, cooperativa sediada em Arroios que, entre mercearia, cultura, trabalho e habitação, propõe uma alternativa ao modelo tradicional de organização social e económica. Contamos a história de Margarida, que quer criar um espaço cultural em Loures e que cedo percebeu que não o podia fazer sozinha.
Celebramos a maioridade da Renovar A Mouraria, associação que há 18 anos dinamiza social e culturalmente o bairro que lhe dá nome. Conhecemos a Casa Palestina, novo ponto de encontro da comunidade palestiniana em Lisboa – lugar de debate, de desconstrução de estereótipos, e de dar a conhecer a Palestina para lá da guerra. Contamos a história de uma associação que tem tentado dar visibilidade à cultura emergente da Linha de Sintra, bairro a bairro, evento a evento. E viajamos até Setúbal para mostrar como a tecnologia e as bicicletas estão a dar nova vida à centenária União Setubalense.
Neste número, entrevistamos ainda a arquitecta Mariana Sanchez Salvador sobre comida e cidade. Viajamos nos comboios de bicicleta de Oeiras e de Lisboa. Olhamos para o Parque Urbano Mar e Vila, o espaço verde que a população de Marvila tanto pediu e que se tornou realidade. Por fim, reflectimos sobre a bandeira LGBTQIA+ e a polémica do seu hasteamento em edifícios públicos: porque é que a bandeira arco-íris incomoda tanta gente?
Boas leituras!
São mais de 40 páginas com os nossos melhores artigos e reportagens que não publicamos em mais lado nenhum.