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Bibliotecas da área metropolitana de Lisboa unidas e modernizadas

As bibliotecas localizadas na área metropolitana de Lisboa passaram a estar integradas numa rede, permitindo, numa primeira fase, a sua modernização por meio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Fotografia LPP

Está formalizada a criação da Rede Metropolitana de Bibliotecas de Lisboa, com a assinatura de um contrato de financiamento que permitirá a modernização de cerca de 75 bibliotecas. Por agora, esta rede permitirá aos 18 municípios da área metropolitana encontrar apoios junto do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência para a aquisição de equipamentos informáticos e de catálogos integrados. Futuramente, possibilitará que as bibliotecas colaborarem entre si e partilhem recursos – da gestão do espólio à programação de actividades culturais.

As bibliotecas são muito mais do que apenas espaços para a consulta de livros, publicações periódicas e materiais audiovisuais. São também espaços de coworking e zonas de estudo, e ainda locais inclusivos de acesso gratuito a computadores e à internet. Têm ainda um papel relevante na programação de actividades culturais, fundamentalmente no domínio da leitura. Animações e dramatizações para crianças e famílias, conferências, exposições, lançamento de livros, projeções de cinema e workshops fazem parte das suas programações regulares.

Pretende-se, com esta Rede Metropolitana, que as bibliotecas dos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa (aml) trabalhem em articulação, para que se preste à população da região um melhor serviço público e se reforce a identidade metropolitana.

A assinatura do documento, entre o GEPAC – Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Governo e a Área Metropolitana de Lisboa (AML), surge no âmbito do PRR, e afectará 586 mil euros para a aquisição de equipamentos informáticos, e catálogos integrados, para as bibliotecas da área metropolitana de Lisboa (amL). O contrato de financiamento, que constitui o primeiro momento desta Rede, foi assinado na presença de Carla Tavares, Presidente da AML, e de Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário da AML, numa pequena cerimónia que contou também com a presença de Isabel Cordeiro, Secretária de Estado da Cultura, e de Fernanda Heitor, diretora-geral do GEPAC.

Para Carla Tavares, “a componente cultural tem uma importância relevante no desenvolvimento global do território da área metropolitana de Lisboa”. Carlos Humberto de Carvalho referiu, por seu lado, que “este é mais um exemplo do ótimo trabalho em rede que a região tem desenvolvido em múltiplas áreas como a mobilidade e os transportes públicos, a habitação, as comunidades desfavorecidas, e a acção climáticas, entre outras”; por isso, “trabalhar as bibliotecas públicas em rede, numa complementaridade de recursos, e numa região tão rica culturalmente, acaba por ser natural”.