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5 dicas que deves saber antes de pegar numa GIRA

Quer estejas a começar ou já andes de GIRA há algum tempo em Lisboa, este guia pode ajudar a sentires-te mais preparado e confortável nas tuas deslocações.

Este é um conteúdo patrocinado e produzido em parceria entre o LPP e a GIRA – Bicicletas de Lisboa, uma marca da EMEL.

Andar de bicicleta em Lisboa não é difícil, mas, como tudo, tem os seus desafios e particularidades. A melhor forma de aprendermos e ganharmos confiança na cidade é com a experiência. Se estiveres com receios, podes experimentar num fim-de-semana um percurso fácil de ciclovias ou falar com um amigo para te acompanhar nas primeiras deslocações. Quando te sentires mais à vontade, começa a ir sozinho, ao teu ritmo.

Quer estejas a começar ou já andes de GIRA há algum tempo em Lisboa, este guia pode ajudar a sentires-te mais preparado e confortável nas tuas deslocações. Partilhamos contigo cinco dicas que deves saber antes de pegar numa GIRA.

1 – andar com o banco na altura certa

Antes de pedalares, coloca o banco à altura da tua anca. Dessa forma, vais viajar de forma mais confortável e menos esforço.

Pode parecer um mero detalhe, mas não é. A altura do banco tem impacto no conforto da nossa viagem de bicicleta. Se tivermos o banco demasiado em baixo, estaremos a pedalar em esforço e vamos cansar-nos mais. Devemos ter o banco à altura da nossa anca, de modo a podermos pedalar com as pernas esticadas mas não totalmente, e de modo a conseguirmos apoiar o pé no chão quando necessário. Assim, quando tiramos uma GIRA de uma doca, a primeira coisa que devemos fazer é ajustar a altura do banco à nossa anca, abrindo, para tal, o manípulo e desenroscado a roda dentada. Quando tivermos a altura certa, é importante voltar a apertar tudo muito bem, ajustando primeiro a roda e depois o manípulo, para que o banco não se mexa mais.

2 – uma pessoa, uma GIRA

Não andes com mais que uma pessoa por bicicleta, pois o peso a mais pode danificar a bicicleta. Com a GIRA gratuita para residentes em Lisboa, não há desculpas para cada pessoa não usar a sua bicicleta.

As bicicletas GIRA são mais robustas que uma bicicleta convencional porque fazem mais quilómetros e estão sempre na rua, expostas às incidências meteorológicas e da cidade. Apesar dessa robustez, devemos estimar as bicicletas, utilizando-as como é suposto para que não tenham de estar sempre a ser reparadas. Uma das situações mais comuns de má utilização é o uso por duas ou mais pessoas da mesma bicicleta, o que provoca uma pressão ou na zona do selim ou na zona do guiador, podendo não só danificar essa parte como as rodas ou as componentes eléctricas.

Com a GIRA gratuita para residentes em Lisboa, não há desculpas para cada pessoa não usar a sua bicicleta. Além de tudo o que já dissemos, andar com duas ou mais pessoas numa bicicleta torna a condução mais difícil, e perigosa, o que pode causar acidentes na estrada ou na ciclovia.

3 – não usar auscultadores durante a condução

Não se pode pedalar com auscultadores nos dois ouvidos. Mas podes usar um auricular. A audição é crucial para não perdemos noção do que está à nossa volta.

Quando se anda de bicicleta temos de estar concentrados com os nossos sentidos. A visão é fundamental, mas não menos importante é a audição. Por esse motivo, o Código da Estrada é claro: independentemente do veículo, não podemos circular com dois auriculares nos ouvidos, apenas com um. Podemos ouvir música ou um podcast durante as nossas pedaladas? É claro que sim, desde que continuemos a prestar atenção aos sons da cidade. Essa audição é crucial para não perdemos noção do que está à nossa volta, seja a sirene de uma emergência, sejam outras bicicletas, outros veículos e também as pessoas. Assim, nunca mas nunca mesmo uses dois auscultadores nos ouvidos; se quiseres ir a ouvir alguma coisa, coloca apenas um auricular, ou dá uso à coluna do teu telemóvel.

4 – muita atenção aos peões

Os peões têm prioridade nas zonas pedonais que são partilhadas e nas passadeiras. Evita razias a grande velocidade e pára para deixar passar.

Andar a pé é a forma mais universal de mobilidade – todos, em algum momento, somos peões na cidade e sentimo-nos tantas vezes desprotegidos. De bicicleta, devemos evitar o máximo ter uma condução agressiva para quem se desloca a pé, não só por uma questão de respeito para com essas pessoas, mas principalmente para não colocarmos ninguém em risco. Porque afinal de contas, peões, somos todos em alguma circunstância. 

Neste particular, recomendamos atenção a quatro pontos:

  • São várias as zonas partilhadas entre peões e ciclistas; nesses espaços, devemos circular com velocidade moderada sempre que passarmos por um peão. Devemos, assim, evitar a todo o custo razias a grande velocidade a peões, mesmo que estes estejam a caminhar no meio de uma ciclovia; 
  • Devemos estar atentos às marcações no chão e, sempre que encontrarmos um peão a aproximar-se de uma passadeira, incluindo passadeiras marcadas na ciclovia, parar e deixá-lo passar. Em algumas zonas da cidade, como junto à interface de transportes do Campo Grande, existem passadeiras muito movimentada, pelo que devemos ter um especial cuidado e alguma paciência porque os peões têm prioridade;
  • Nem sempre os atravessamentos de peões estão assinalados com as habituais zebras de passadeira – é o caso da Avenida da República. Se notarmos, nesta ciclovia, temos sinais de cedência de passagem sempre que a ciclovia encontra uma zona pedonal. Isso significa que devemos parar e dar prioridade às pessoas que estão a pé. Deveremos circular com atenção nestas zonas, principalmente se estiver um autocarro numa paragem ou um sinal verde para peões ao lado;
  • Escusado será dizer que não devemos andar de bicicleta em passeios. Mas podemos andar com a bicicleta em passeios, isto é, podes sempre desmontar e levar a bicicleta pela mão se for a opção mais conveniente ou segura num dado trajecto. O mesmo se aplica quando usamos uma estação GIRA que está numa zona pedonal: devemos desbloquear a bicicleta e levá-la pela mão até à estrada ou ciclovia e, antes de arrancarmos, olharmos sempre para ver se temos o trajecto livre.

5 – assinalar bem as mudanças de direcção e manobras

Se vais virar à esquerda ou à direita, ou parar, assinala essa manobra com o braço. Quem vai atrás de ti merece ser avisado das tuas intenções.

A comunicação entre pessoas e veículos no espaço público é fundamental para um entendimento mútuo das intenções de cada parte. Quando estamos de bicicleta numa ciclovia movimentada ou numa estrada com outros veículos devemos assinalar as nossas manobras antes de as realizarmos, nomeadamente se quisermos mudar de direcção ou parar. 

Como a bicicleta não tem piscas nem outras luzes do género, no Código da Estrada estão definidas formas de sinalizar manobras: para virar à esquerda ou à direita, devemos estender horizontalmente o braço esquerdo ou direito; para parar ou abrandar, devemos assinalar com o braço esquerdo mas com a palma da mão virada para trás e, se quisermos, podemos agitar a mão para cima e para baixo. É simples. Caso ainda não tenhas ainda muita prática para andar a tirar uma mão do guiador, pelo menos tenta uma comunicação visual com as outras pessoas, quer estejam de bicicleta, quer esteja num carro, antes de qualquer manobra. E aproveita as rectas para ir treinando a tua habilidade na sinalização, é algo fundamental para aumentar a tua própria sensação de segurança na altura de te fazeres a estradas mais movimentadas.

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