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O combustível deste autocarro da Carris é feito com óleo alimentar usado

Os autocarros da linha 794 da Carris, que circulam entre a Gare do Oriente e o Terreiro do Paço, passando pelo Hub Criativo do Beato, começaram esta semana a utilizar combustível produzido a partir de óleo alimentar usado.

A carreira 794 da Carris agora circula com biodiesel, combustível produzido a partir de óleos alimentares usados (fotografia LPP)

Entre a Gare do Oriente e o Terreiro do Paço, há agora uma carreira de autocarro a circular com biodiesel, combustível produzido a partir de óleos alimentares usados. A utilização desta energia mais limpa na carreira 794 resulta de um projecto-piloto entre a Carris e a empresa de combustíveis Prio, e está integrado no projecto Beato Living Lab.

O combustível utilizado nos autocarros da 794 é produzido a partir de óleos alimentares usados em cozinhas. Estes óleos são recolhido de diversos locais, nomeadamente em escolas da zona oriental de Lisboa, e são depois encaminhado para o Centro de Produção da Prio, em Ílhavo, para ser transformado em combustível. O produto que a Carris está a usar é comercializado pela Prio para outros clientes profissionais. De acordo com a empresa, este biodiesel “não contém qualquer fonte fóssil na sua composição”, é uma “alternativa aos combustíveis tradicionais” e pode ser “adquirido de acordo com as necessidades de descarbonização de cada cliente”. O biodiesel que a Carris está a usar é o ZERO Diesel B100, “um combustível de alta qualidade, 100% biodegradável” e “permite até 84% de redução das emissões de CO2 para a atmosfera”.

Segundo a Carris, a carreira 794 foi escolhida para testar este biodiesel por ter uma elevada visibilidade ao unir dois interfaces da cidade, a Gare do Oriente e a Estação de Sul e Sueste, no Terreiro do Paço. Além disso, passa por várias escolas envolvidas na recolha dos óleos alimentares usados, e serve o Hub Criativo do Beato, um dos símbolos da inovação de Lisboa e onde está a ser desenvolvida a iniciativa Beato Living Lab.

A carreira 794 da Carris é agora um Beato Biobus (fotografia LPP)

Co-financiado pelo programa EEA Grants, o Beato Living Lab é um espaço de experimentação e validação de novas tecnologias, serviços e soluções que contribuam para o “desenvolvimento de cidades mais sustentáveis, mais resilientes, inclusivas, centradas nas pessoas, e com melhor qualidade de vida”. Está dentro do Hub Criativo do Beato e integra vários projectos, incluindo este do Beato Biobus, que está agora em circulação através da carreira 794.

“Temos um projeto que une vários pontos críticos na promoção de um melhor ambiente, começando, desde logo, com uma acção de educação ambiental que envolve milhares de crianças das escolas da zona oriental de Lisboa, promove a reciclagem de resíduos, ajuda a poupar os recursos hídricos, reduz as emissões de CO2 e contribui para que Lisboa seja, efetivamente, neutra em carbono até 2030″, aponta Pedro Bogas, Presidente da Carris, numa nota sobre o Beato Biobus.

O autocarros alocados à 794 são dos mais velhos da frota da transportadora, pelo que a utilização deste combustível em alternativa aos diesel normal pode ser uma mais valia nas metas de descarbonização da Carris. A empresa municipal tem vindo a adquirir novos veículos movidos a energia eléctrica ou a gás natural, para substituir as viaturas mais antigas em circulação.

A Carris e a Prio pretendem, com esta acção, contribuir para a redução de emissão de cerca de 400 toneladas de CO2 por ano, promover a reciclagem de resíduos e diminuir a importação de recursos energéticos. O Beato Biobus junta, além da Carris e da Prio, a Startup Lisboa, a Lisboa E-Nova e a Câmara Municipal de Lisboa. Esta não é a primeira vez que a Carris alimenta uma das suas carreiras com biodiesel da Prio. Este mesmo combustível já tinha sido usado há vários anos na carreira 702, entre o Marquês de Pombal e a Serafina.

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