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Um festival sobre agricultura, culinária e energia sustentável… com arraial incluído

A segunda edição do Festival Regador vai acontecer nos dias 7, 8, 9 e 12 na Horta do Alto da Eira, na Penha de França. Haverá conversas, oficinas, apresentação de projectos… e, porque estamos em Junho, também um arraial com tudo o que um arraial costuma ter.

A Horta do Alto da Eira será palco do Festival Regador (fotografia LPP)

Cada visita que façamos à Horta do Alto da Eira, na Penha de França, vai ser diferente. Isso porque uma horta é, já por si, algo dinâmico e em constante transformação. Adicionando-lhe uma dimensão comunitária, a vitalidade do espaço torna-se ainda mais evidente. Nos dias 7, 8, 9 e 12 de Junho, a Horta do Alto da Eira volta a abrir portas com um festival para todos os que quiserem conhecer a horta e aprender sobre agricultura, sustentabilidade e energia. Haverá conversas, apresentação de projectos, partilha de ideias, oficinas… e, claro, um arraial com tudo o que um arraial costuma ter.

Trata-se da segunda edição do Festival Regador, organizado pela associação Regador, que dinamiza a Horta do Alto da Eira. Uma vez mais, este festival promete ser uma celebração da Terra e da Natureza, e pretende juntar pessoas em torno da partilha de conhecimento, tempo, recursos e histórias. Num lugar que é de todos e onde todos se juntam em torno do cultivo e partilha de alimento. A Horta do Alto da Eira, que começou a ser criada no final de 2021, está bem crescida e verdejante. Os socalcos estão cheios de hortaliças frescas, a estufa acomoda couves e alfaces, o pomar já tem árvores de fruto crescidinhas, o pequeno bosque mantém-se vigoroso e aberto a quem o quiser explorar, o moinho de vento e os painéis solares dão a energia necessária ao espaço, e ao lado da casota de madeira está agora a nascer uma escola ao ar livre para fomentar aprendizagens ligadas à sustentabilidade.

Ao longo dos vários dias do Festival Regador, haverá oficinas sobre agricultura, a cargo dos projectos HortasLX e Ecocenter, onde se poderá aprender a construir canteiros, gerir pragas, fazer compostagem ou conservar sementes. Ou aulas práticas de culinária, dadas pelos carismáticos Clayton Ferreira e Liliana Escalhão, onde se ensinará a fabricar pão ou a comer de forma saudável. O festival será também uma oportunidade de conhecer outros projectos de agricultura urbana e colectiva, nomeadamente a Comunidade do Alimento de Arruda e Arredores, a HortaFCUL, o projecto HortasLX, a Upfarming e a Agrofloresta Bela Flor Respira. E também iniciativas que contribuem para a autonomia energética em território urbano, como é o caso da Coopérnico e a Comunidade de Energia Renovável de Telheiras.

Durante o dia, haverá um mercado com produtos hortícolas e utensílios agrícolas, e a Horta do Alto da Eira estará aberta a todos os que quiserem descobri-la. A programação inclui ainda a apresentação do projecto Verde Que Te Quero, que pretende suscitar a consciência colectiva para a problemática das alterações climáticas, e um jogo de tabuleiro à escala humana, para várias idades, sobre um dos mais preciosos recursos naturais – a água –, orientado pela Lili Rodrigues. 

À noite, o Festival Regador ganha contornos de arraial e, enquanto a boa música está entregue a Guillotina (dia 7), Irmãos Makossa (dia 8), A Minha Vida Dava Uma Banda Sonora (dia 9), LuizGa e Manifiesta (dia 12), a boa comida está entregue ao Tati Lisboa.

O Festival Regador é um evento familiar para todas as ideias e com entrada livre. O festival, tal como a horta, pretende ser um lugar divertido mas também de aprendizagem sobre o valor da comunidade, do alimento cultivado, sua sazonalidade e diversidade, sobre a utilização dos recursos naturais. Um lugar onde todos aprendem sobre agricultura, e culinária saudável, nutritiva, simples e sem desperdício. Um espaço onde se mostra que as cidades têm um papel essencial no desenvolvimento de comunidades sustentáveis e na criação de soluções de produção de alimento e energia. Onde a apropriação do espaço publico acontece de uma forma colectiva, humana e em harmonia com a natureza, e ainda, onde se brinca, se constrói, se partilha, se ensina, e se convive.

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