Subscreve ou faz donativo. Clica aqui.
Procurar
Fechar esta caixa de pesquisa.

O que já aprendemos a fazer um jornal. E uma mudança de planos

Nota Editorial

Esperamos conseguir surpreender no Jornal de Setembro, e oferecer um produto de melhor qualidade aos nossos actuais e futuros leitores.

Fotografia de Bárbara Monteiro/Goethe-Institut Portugal

Depois de sentirmos que o nosso trabalho online começava a estar consolidado, decidimos criar um jornal impresso. Fizemo-lo do zero, conscientes de que teríamos de ir aperfeiçoando aos poucos e poucos, aprendendo com os erros.  O Jornal LPP teve as suas primeiras edições em Janeiro e Março, e agora estamos a preparar a terceira e última edição deste ano, que sairá em Setembro. Queremos que seja o nosso melhor Jornal LPP até agora. Queremos surpreender os nossos leitores.

Os mais atentos perguntarão, desde já: em Setembro?! E a edição de Junho? A resposta é a primeira novidade que temos para partilhar: alteramos a periodicidade de trimestral para quadrimestral. Produzir o jornal a cada três meses estava a prejudicar a nossa edição online. Percebemos que, com a equipa mínima que temos, não estávamos a conseguir oferecer a qualidade que desejamos a esse ritmo. Por isso, escolhemos ter mais tempo.

Fotografia de Bárbara Monteiro/Goethe-Institut Portugal

Causa sempre algum desconforto mudar planos a meio. Mas procuramos aplicar um processo contínuo de aprendizagem e melhoria de forma transversal a todo o nosso projecto de jornalismo local. A decisão tornou-se mais fácil porque foi apoiada pela nossa comunidade, uma vez que tentamos que estas dinâmicas de construção de produtos e de decisão sejam em diálogo com quem nos acompanha.

Foi com base em todos os comentários que fomos recebendo, conversas que fomos tendo e contactos que fomos estabelecendo, ao longo destes meses, que percebemos que não só precisávamos de desacelerar como de melhorar tanto a versão impressa quanto a online. Uma parte dessa reflexão aconteceu recentemente na MediaCon, um evento de dois dias no Goethe-Institut, em Lisboa, que reuniu centenas de pessoas – jornalistas e leitores, especialistas e meros entusiastas – para discutir novos caminhos para o jornalismo. Lá, tivemos a oportunidade de apresentar o nosso Jornal e de, através de conversas circunstanciais, recolher vários insights e novas sugestões.

Fotografia de Bárbara Monteiro/Goethe-Institut Portugal

Somos exigentes e queremos entregar um produto melhor aos nossos leitores – actuais e futuros – e ouvi-los revelou-se, mais uma vez, fundamental. A edição de Setembro será a última deste ano e trará várias melhorias. Vamos ter mais conteúdos, mais páginas e uma maior diversidade de temas, incluindo cultura – porque espaço público também é cultura. Vamos ter mais rostos, pois este é um jornal para pessoas. E vamos retomar o nome completo “Lisboa Para Pessoas”, fazendo-o coexistir com a sigla “LPP”. Vamos, acima de tudo, tentar surpreender.

Todas as melhorias que implementarmos na edição impressa traremos, claro, para a edição online, onde pretendemos continuar a fazer um acompanhamento mais minucioso e diário da actualidade metropolitana, deixando o Jornal como um espaço de leitura mais calma, lenta e aprofundada.

Agora é tempo de fazer. Vamos continuar a trabalhar para melhorar o LPP, o online e o impresso, motivados pela importância pública do nosso trabalho. Sem financiamento estrutural, cabe aos nossos leitores também esse papel activo na nossa sustentabilidade e futuro. É por isso que lançamos já a edição de Setembro do Jornal em pré-venda; para que possam ser dos primeiros a recebê-la e apoiarem o que andamos a fazer. Esse apoio pode também ser feito através de uma assinatura em papel do Jornal, de uma subscrição digital (*as subscrições anuais “LPP 6” e “LPP 12” incluem o papel) ou de um donativo.

Até já.

P.S. – todas as assinaturas do Jornal LPP em papel feitas até à data serão válidas até Janeiro de 2025, pelo que receberão, como prometido, um total de quatro números.

Queres publicar no LPP?

O LPP é um jornal comunitário, aberto a artigos de opinião e crónicas dos leitores. Queremos constituir uma massa crítica na área metropolitana de Lisboa.

PUB