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Cascais tem um novo terminal rodoviário. Semáforos prejudicam ligação ao comboio

No novo Terminal Rodoviário de Cascais, há casa-de-banho e sombra para os passageiros. Mas os longos períodos de vermelho nos semáforos fazem desesperar qualquer passageiro que queira saltar entre os autocarros e o comboio.

Entrou em funcionamento, no passado dia 6 de Julho, o novo Terminal Rodoviário de Cascais. A dois passos do anterior, a nova interface mantém a oferta de paragens de autocarros, sendo o ponto de partida e de chegada de várias linhas da MobiCascais e da Carris Metropolitana.

Localizado no outro lado da Avenida Dom Pedro I, o novo Terminal Rodoviário de Cascais foi construído ao ar livre e conta com amplas coberturas que mantém os passageiros protegidos do sol e da chuva. As áreas para sentar não são muitas, mas estão organizadas por paragens. A maioria das paragens são da MobiCascais, que opera as linhas municipais de Cascais, existindo apenas uma paragem da Carris Metropolitana, que assegura ligações entre Cascais e os municípios vizinhos. O terminal contempla um edifício de apoio a passageiros e motoristas com instalações sanitárias gratuitas.

O novo Terminal Rodoviário mantém a proximidade à estação de comboios, apesar de estar separado desta por duas grandes avenidas. Isso não seria um problema se os três conjuntos de semáforos que os peões têm de atravessar para fazer a intermodalidade entre o comboio e os autocarros não estivessem programados para dar prioridade ao tráfego automóvel. O tempo de espera para quem caminha e usa os transportes públicos é tão grande que muitas pessoas arriscam no vermelho. Já em 2017, o historiador e ex-vereador da Câmara Municipal de Cascais, João Aníbal Henriques, falava desta prioridade dada ao automóvel no centro da vila cascalense:

“Os semáforos foram pensados para deixar os nervos em franja a qualquer incauto passeante. O intolerável tempo de espera para os peões, aliado à falta de sincronização entre as passagens, faz com que a travessia da avenida demore tanto tempo que a maior parte das pessoas acaba por corajosamente atravessar com sinal encarnado pelo meio dos carros. Quando colocados perante a morosidade dos semáforos, os estrangeiros que ali chegam pela primeira vez e todos aqueles que não conhecem este pesadelo suburbano de Cascais, concluem geralmente que estes estão avariados e também eles empreendem a perigosa passagem…”

– João Aníbal Henriques, no blogue Cascalenses, 2017
As passagens de peões demoram demasiado tempo no vermelho (fotografia LPP)

Com a entrada em funcionamento do novo terminal, e de forma a permitir uma melhor fluidez e qualidade do serviço de transportes públicos, foram adaptadas algumas das linhas de autocarro da MobiCascais para melhorar os horários e a sua articulação com as chegadas/partidas do comboio, melhorar articulação entre linhas com trajectos semelhantes permitindo alternar partidas, e para oferecer trajectos mais directos e circulares, aumentando a fluidez no novo terminal e evitando tempos de paragem elevados.

O antigo terminal (fotografia LPP)

O novo Terminal Rodoviário de Cascais e esta reorganização de linhas municipais e intermunicipais está também relacionada com a operação de requalificação e reconversão urbanística na entrada pela Marginal de Cascais, no âmbito do novo Plano Diretor Municipal de Cascais. Uma reconversão e requalificação urbanística que implica a demolição do edifício comercial “Cascais Vila”, debaixo do qual funcionava o antigo terminal. O centro comercial dará lugar a um projecto que conjugará habitação com comércio e que será assinado pelo conceituado arquitecto Norman Foster.

Além de assegurar a actual oferta de transporte público aos munícipes e aos visitantes, o Terminal Rodoviário mantém a proximidade ao centro histórico da vila de Cascais, o acesso a equipamentos relevantes de comércio, serviços e cultura e permitir a continuidade da interface intermodal.

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