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Lançado o concurso público para a construção da Linha Violeta do Metro entre Loures e Odivelas

Está lançado o concurso público para a construção da Linha Violeta do Metro de Lisboa, que irá servir os concelhos de Loures e Odivelas. Espera-se que este prolongamento da rede do Metro seja uma realidade no segundo semestre de 2026.

A estação de Metro de Odivelas na Linha Amarela vai estar ligada à futura Linha Violeta (fotografia LPP)

O Metro de Lisboa lançou o concurso para a construção da Linha Violeta, que servirá os concelhos de Loures e Odivelas, através de uma solução de metro ligeiro de superfície. A construção da Linha Violeta custará pelo menos 450 milhões de euros e será co-financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por verbas do Orçamento de Estado.

A Linha Violeta contará com um total de 17 estações e cerca de 11,5 km de extensão. No concelho de Loures serão construídas nove estações, que servirão as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, numa extensão de 6,4 km. No concelho de Odivelas serão construídas oito estações, que servirão as freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, Odivelas, Ramada e Caneças, numa extensão total de 5,1 km. As estações Hospital Beatriz Ângelo e Várzea de Loures serão os términos da Linha Violeta, que inicialmente seria para ter mais duas estações.

As estações da futura Linha Violeta (via ML)

As estações da Linha Violeta terão diferentes tipologias, a saber: 12 de superfície, três subterrâneas e duas em trincheira. As estações à superfície deverão ter este aspecto:

A Linha Violeta vai integrar-se com a Linha Amarela na estação terminal desta, em Odivelas. As duas estações não vão estar interligadas, mas estarão próximas, separadas por uma praça pedonal. A estação de Odivelas da Linha Violeta será uma das duas a ser construída em trincheira:

Também existirão estações subterrâneas, como é o caso das estações Ramada Escolas ou Jardim da Radial, ambas no concelho de Odivelas, mas que terão profundidades diferentes:

Projecto mais pequeno

Durante o período de consulta pública – e devido a contestação de moradores do Infantado, em Loures, que não queriam ver reduzido o espaço dedicado ao automóvel –, o projecto da Linha Violeta foi reduzido de 19 para 17 estações. As estações Quinta de São Roque e Infantado foram cortadas, passado a estação Várzea de Loures, junto ao centro comercial Loureshopping, a ser o término da linha. Tal situação obrigou a uma revisão do projecto. A urbanização do Infantado vai ficar com uma estação da Linha Violeta, ligada à restante rede do Metro de Lisboa, mas significativamente afastada da zona habitacional. Junto à estação terminal de Várzea de Loures, está prevista a construção de um parque dissuasor de estacionamento automóvel com 129 lugares.

O novo término da Linha Violeta na zona de Loures (via ML)


Por Várzea de Loures ser o término da linha, é preciso proceder ao estacionamento das carruagens em período nocturno, pelo que o mesmo se prevê acontecer ao longo da Avenida das Descobertas, num troço de 150 metros de extensão, terminado num edifício de apoio, edificado no alinhamento do espaço canal, onde haverá uma sala para motoristas e uma sala de apoio à limpeza das carruagens. O estacionamento das carruagens e a construção do edifício de apoio, obrigam ao abate de algumas palmeiras existentes no separador central. As restantes palmeiras existentes no prolongamento da avenida, assim como o separador central da mesma deverão ser salvaguardadas. Prevê-se a manutenção da ciclovia existente, com alguns ajustes, nomeadamente a sua passagem do canal rodoviário para a zona de passeio junto ao edifício do Loureshopping.

O traçado da Linha Violeta não foi revisto só na zona do Infantado. No total, existiram cinco alterações desde a fase de consulta pública e de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA).

As alterações ao projecto original; a laranja, está assinalada o troço cortado (via ML)

Outra alteração significativa foi feita junto ao Hospital Beatriz Ângelo. A estação que servirá o hospital de Loures passará a estar mais próximo deste, beneficiando os utentes, mas também permitindo a compatibilização do traçado do Metro com o futuro complexo turístico da Quinta do Correio-Mor. A praça pedonal que esteve prevista junto à estação Hospital Beatriz Ângelo foi anulada e substituída por uma via de acesso exclusivo BUS, junto à qual poderão ser instaladas seis paragens. A poente da estação está previsto um parque dissuasor de estacionamento, com capacidade para 220 automóveis, e uma área de apoio aos transportes rodoviários, com uma capacidade de estacionamento de 15 autocarros e uma instalação sanitária para uso exclusivo dos funcionários.

O espaço público junto ao Hospital Beatriz Ângelo (via ML)

Por outro lado, e devido à redução do projecto no Infantado, as oficinas de manutenção que estava previstas nessa ponta da linha passaram para a outra ponta, junto ao Hospital.

Concurso para tudo

O MTS na estação do Pragal será o sistema mais parecido com a futura Linha Violeta (fotografia LPP)

O concurso público agora lançado destina-se não só à concepção e construção da infraestrutura do metro ligeiro de superfície, mas também ao reordenamento urbano da envolvente da linha e das estações, ao fornecimento dos veículos (eléctricos do tipo LRV, isto é, Light Rail Vehicle) e à prestação de serviços de manutenção da infraestrutura ferroviária e dos veículos pelo prazo de três anos. Os concorrentes têm um prazo de 120 dias para a apresentação de propostas.

Em relação aos veículos, o Metro de Lisboa exige que os mesmos tenham uma vida útil mínima de 30 anos, entre 30 e 40 metros de comprimento, velocidade máxima de 70 km/h, capacidade para 60 passageiros sentados e 180 em pé, e um mínimo de quatro portas de cada lado.

A Linha Violeta é um projecto de expansão da cobertura intermodal da actual Linha Amarela do Metro de Lisboa e resulta de um protocolo assinado, em Julho de 2021, entre a transportadora e as câmaras municipais de Loures e de Odivelas. O investimento total na Linha Violeta será de 527,3 milhões de euros, com 390 milhões de euros provenientes do PRR, na modalidade de empréstimo, e 137,3 milhões de euros do Orçamento de Estado. Espera-se que a Linha Violeta seja uma realidade no segundo semestre de 2026.

Podes consultar os principais documentos da Linha Violeta aqui:

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